É oficial: Qualcomm e MediaTek adotarão litografia N2P de 2 nm da Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC) para a próxima geração de system-on-chips (SoCs) mobile ainda em 2026.
O objetivo das fabricantes é reduzir a distância de desempenho para os futuros Apple A20 e A20 Pro e, para alcançara esse resultado, o foco serão frequências de clock mais altas. O custo estimado desses novos chipsets é cerca de 20% superior ao dos modelos atuais.
Custo de produção pressiona a cadeia de smartphones
Fabricantes de smartphones já lidam com margens apertadas por causa da escassez de DRAM e hesitam em absorver um novo salto de preço nos componentes.
A mudança para o processo N2P da TSMC permite que Qualcomm e MediaTek extraiam frequências maiores dos núcleos de processamento, o que se traduz em ganhos reais nos indicadores single-core e multi-core.
Só que o avanço técnico vem acompanhado de uma pressão comercial direta: os primeiros chipsets de 2 nm devem custar 20% a mais do que os SoCs equivalentes atualmente em produção, e são as marcas de smartphones que decidirão se repassarão ou “engolirão” essa diferença (sendo bem sincero, provavelmente repassarão para o consumidor).
O Snapdragon 8 Elite Gen 5 já estava estimado em US$ 280 por unidade, um valor que já dificultava o convencimento dos parceiros comerciais.
Diante disso, a Qualcomm montou um portfólio escalonado para 2026: manter o Snapdragon 8 Elite Gen 5 no mercado enquanto posiciona o Snapdragon 8 Elite Gen 6 como sucessor mais acessível e, para finalizar, o Snapdragon 8 Elite Gen 6 Pro será a opção premium baseada no N2P.
Fontes da indústria indicam que a versão padrão do Gen 6 deve aparecer em volume muito maior justamente por ser vendido em uma faixa de preço menos agressiva.
MediaTek enfrenta o mesmo gargalo de adoção
A MediaTek caminha para um cenário semelhante com o Dimensity 9600. O usuário Smart Chip Insider, no Weibo, relatou que ambas as empresas desenvolveram uma obsessão competitiva por superar a Apple em desempenho bruto de chipset, e essa ambição as empurrou para a litografia N2P da TSMC.
A expectativa é que a diferença de performance em relação aos processadores da Apple diminua, mas o custo adicional de 20% permanece como barreira para a adoção em larga escala.
As marcas de smartphones, já pressionadas pela crise de oferta de memória DRAM, evitam qualquer novo risco sobre a lucratividade. Adotar SoCs mobile mais caros em um momento de margens fragilizadas é justamente o tipo de risco que os fabricantes de dispositivos querem evitar.
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Estratégia de portfólio e rota alternativa da MediaTek
Rumores coletados pela cadeia de suprimentos apontam que a Qualcomm planeja uma linha sobreposta de litografias de 2 nm e 3 nm ao longo deste ano, conforme mencionado acima.
Por sua vez, contudo, a MediaTek ainda não sinalizou publicamente uma estratégia equivalente para o portfólio 2026.
A hipótese em discussão entre analistas é que a fabricante leve o processo de 3 nm da TSMC para opções abaixo da linha flagship, aumentando a receita com chipsets de alto volume e menor custo.
Para finalizar, ressaltamos que a pergunta que paira no ar é: até quando a Qualcomm e MediaTek conseguirão sustentar seus negócios apoiados principalmente nos seus dispositivos topo de linha, cada vez mais caros?
Para termos esta resposta defintiva, precisaremos aguardar o desenrolar da situação nos próximos meses e anos.
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Fonte: WCCFtech


