Iniciado em março de 2024, o processo legal de Elon Musk contra a OpenAI e a Microsoft terminou em derrota para o bilionário. Um júri federal situado na cidade de Oakland, Califórnia, decidiu que ele entrou tarde demais com sua ação legal, excedendo o prazo de prescrição de suas acusações.
Assim, as nove pessoas encarregadas de decidir o resultado final demoraram menos de duas horas para apresentar sua conclusão unânime. Musk decidiu processar o CEO da OpenAI, Sam Altman e o cofundador Greg Brockman por acreditar que eles romperam a missão original da companhia, que era de atuar como uma organização não lucrativa.
Como um dos fundadores da empresa de inteligência artificial, Musk pediu US$ 130 bilhões em danos e que tanto Altman quanto Brockman fossem removidos de seus cargos. O bilionário também exigia que a corporação encerrasse seu braço lucrativo, cujo valor de mercado é estimado em US$ 852 bilhões.
Musk termina caso contra a OpenAI com uma grande derrota
O elemento central do julgamento foi a tentativa de determinar o momento no qual o CEO da Tesla se tornou ciente da mudança de rumo da OpenAI. Essa data é importante porque as leis da Califórnia preveem um tempo de prescrição de três anos para ações judiciais relativas a fundos de caridade, e de dois anos para acusações de enriquecimento ilícito.
Musk ajudou a fundar a empresa em 2015 junto com Altman, Ilya Suskever, Brockman, Trevor Blackwell, Vicki Cheung, Andrej Karpathy, Durk Kingma, John Schulman, Pamela Vagata e Wojciech Zaremba, e chegou a ser seu copresidente. Ele deixou a companhia em 2018 por considerar que ela estava “no caminho do fracasso” e havia falhado em sua missão de desenvolver a inteligência artificial de forma responsável.
O CEO da Tesla afirma que não entrou com um processo na época porque acreditava nas falas de Sam Altman de que a corporação continuava seguindo sua missão inicial. Ele só mudou e ideia em 2023, quando a Microsoft investiu US$ 10 bilhões para explorar as tecnologias desenvolvidas pela companhia de forma comercial.

Os advogados da OpenAI afirmam que Musk sabia da transição desde 2017, e inclusive foi um de seus apoiadores. O juiz responsável pelo caso afirma que o bilionário pode recorrer da decisão, mas não o aconselhou a fazer isso, dado que o assunto foi decidido pelos prazos de prescrição estabelecidos pelas leis da Califórnia.
O resultado deve ser considerado bastante positivo para Altman e sua empresa, que provavelmente chegaria ao fim caso tivesse que abrir mão de suas características lucrativas. Com acordo bilionários com a NVIDIA, Amazon, Oracle e Microsoft, a empresa estuda fazer sua primeira oferta pública de ações ainda no final de 2026.
Fonte: Tom’s Hardware


