PRÉVIA | LEGO Batman: Legacy of the Dark Knight tem tudo para ser o melhor jogo da franquia

Durante a Gamescom Latam 2026, realizada em São Paulo entre os dias 29 de abril e 3 de maio, tive a oportunidade de jogar LEGO Batman: Legacy of the Dark Knight. Na prévia a que o Adrenaline teve acesso, pude jogar durante cerca de 2 horas algumas fases no meio do game.

O novo título da Warner Bros Games chega no dia 22 de maio para PC, PlayStation 5, Xbox Series S|X e Nintendo Switch 2. A nova aventura baseada no Cavaleiro das Trevas em nada lembra os primeiros jogos da franquia, lançados já há quase 20 anos.

A franquia LEGO evoluiu no mundo dos games e atingiu uma maturidade digna de grandes títulos AAA do mercado. Legacy of the Dark Knight é a prova disso e, talvez, estejamos diante do melhor game de toda a história da franquia – e olha que não foram poucos.

A história que você conhece, de um jeito diferente

Não importa se você já jogou outros jogos da franquia LEGO ou se essa é a sua primeira vez. O Cavaleiro das Trevas, a história na qual o game se baseia, é uma velha conhecida do público tanto dos quadrinhos, quanto do mundo do cinema. A diferença aqui é a originalidade com a qual a Warner faz a abordagem.

Na minha prévia, tive acesso a quatro capítulos alternados do game: uma perseguição a Falcone, no Salão do Iceberg; uma missão em dupla com Batman e Mulher-Gato; uma missão no circo em que Batman encontra Dick Grayson (Robin) pela primeira vez; e uma luta contra Hera Venenosa, chefe de fase.

Em cada um dos capítulos havia algo diferente para explorar em termos de mecânicas e jogabilidade. O fato é que as duas horas de gameplay passaram depressa e deixaram a sensação de que havia muito mais a ser explorado. Falarei mais sobre cada um desses itens.

Há muita coisa para ser explorada em LEGO Batman, podendo chegar a 40 horas de gameplay.

Imagem: Divulgação/Warner

Missões em dupla: uma alternativa muito inteligente

Começando pela fase em que perseguimos Falcone. Aqui, temos como colega o Comissário Gordon, que acompanha o Batman na perseguição ao chefão do crime diretamente no Salão do Iceberg.

O que me chamou a atenção aqui é o fato de que cada personagem tem uma mecânica própria. Então, para resolver certos puzzles, ora você vai precisar das habilidades de um, ora de outro. Essa dinâmica contribui muito para que a exploração seja ainda mais agradável, revelando surpresas a cada novo cenário.

Batman tem algumas mecânicas de combate bastante eficientes e que não se limitam a apertar o botão de ataque desesperadamente. Você pode combiná-lo com outros comandos para criar finalizações cinematográficas e deixar tudo mais divertido.

Imagem: Divulgação/Warner

Explorando Gothan City

A missão conjunta entre Batman e Mulher-Gato mostrou o que, ao menos para mim, deve ser um dos grandes diferenciais de Legacy of the Dark Knight: Gothan City. No game, a cidade é literalmente um mundo aberto, no qual você pode explorar diversas áreas mesmo que fora das missões principais.

Você pode se deslocar de um ponto a outro usando o Batmóvel ou se pendurando nos telhados usando o seu cinto de bat-utilidades. Em razão disso, a dimensão desse jogo parece muito maior do que a de qualquer game anterior da franquia.

A expectativa é que a história principal leve cerca de 15 horas para ser concluída. Se levarmos em consideração o tempo para busca de colecionáveis e troféus, estamos falando de um gameplay de cerca de 40 horas, o que nos dá uma dimensão da grandeza dessa versão.

Gothan City é uma cidade viva e você pode explorá-la como se estivesse em mundo aberto. Isso transforma bastante a experiência.

Imagem: Divulgação/Warner

Dick Grayson e a importância do ajudante certo

Nenhuma escolha que apareceu no meu caminho parece ter sido por acaso. Quando Batman conhece Dick Grayson, que virá a se tornar o Robin posteriormente, as habilidades dele que aprendemos serão úteis adiante para enfrentar Hera Venenosa.

O ponto aqui é que Legacy of the Dark Knight parece saber explorar bem os pontos fortes e fracos de cada personagem (e com certeza teremos mais pelo caminho). É o Batman que resolve a trama, mas recrutar a ajuda do companheiro certo também faz a diferença em cada fase.

Aliás, falando em Hera Venenosa, a luta contra ela não é das mais difíceis, mas é um pouco trabalhosa. O jogo em si não apresenta um nível alto de dificuldade, o que é ótimo pois o torna acessível para diversos públicos. Porém, você terá que usar a lógica e pensar bastante para resolver alguns enigmas: nada é entregue sem sofrimento.

Imagem: Divulgação/Warner

Cinemáticas de primeira linha

Não posso deixar de mencionar ainda as cinemáticas, que ajudam a contar a história. Aqui, temos muitas delas, com uma história bastante coesa e pontuada por bom humor. Prepare-se para dar boas risadas e, ao mesmo tempo, acompanhar uma saga rica em detalhes e recheada de personagens do universo DC.

Aliás, vale mencionar que graficamente esse é um dos games mais complexos da franquia LEGO. Depois de jogar a versão para PC, passou a ser mais compreensível o fato de título requerer configurações nada modestas para rodar em alta qualidade.

LEGO Batman: Legacy of the Dark Knight
Imagem: Divulgação/Warner

Eu gostei muito do que vi

As primeiras impressões do que vi em LEGO Batman: Legacy of the Dark Knight foram muitos positivas. Confesso que o game não estava na minha lista de prioridades para os próximos meses, mas mudei completamente de ideia após jogar por cerca de duas horas.

Definitivamente, estamos diante de um universo bastante rico, com muitas alternativas de exploração. E, o melhor de tudo: ainda que a história não seja original, tudo nos é apresentado em um tom bem humorado e criativo que torna o jogo bastante cativante.

Em um mês com lançamentos de peso como Forza Horizon 6 e 007 First Light, eu não vou mais me surpreender se o título da Warner for o mais divertido entre os três.

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