Conhecida por ser bastante litigiosa, a Nintendo virou alvo de um processo iniciado por seus próprios consumidores nos Estados Unidos. Eles argumentam que a companhia deve reembolsá-los pelos valores adicionais que tiveram que pagar por acessórios do Switch 2, após eles terem seus preços reajustados como consequência das tarifas de importação que afetam o país.
Por motivos semelhantes, a companhia também aumentou em setembro de 2025 os valores que cobra do modelo original do Switch, lançado em 2017. A corporação busca reaver as taxas adicionais que precisou pagar ao governo após a decisão da Suprema Corte de que as políticas tarifárias impostas pela administração de Donald Trump são ilegais.
O processo argumenta que não é somente a Nintendo que deve ser beneficiada por reembolsos de valores que podem ser oferecidos futuramente. Afinal, caso isso aconteça, a empresa aumentaria somente seu lucro em cima de consumidores que tiveram que arcar os reajustes de seus produtos.
Processo exige que Nintendo redistribua seus reembolsos
O processo iniciado por Gregory Hoffert, na Califórnia, e Prashant Sharan, em Washington, exige que a Nintendo repasse qualquer valor que receba do governo dos Estados Unidos. Segundo eles, é lógico que os reembolsos obtidos pela empresa sejam distribuídos entre os compradores que pagaram mais caro por seus produtos.
“A não ser que seja restrita por essa Corte, a Nintendo deve recuperar duas vezes o mesmo pagamento pelas tarifas — uma vez dos consumidores através de preços mais altos, e novamente pelo governo federal através do reembolso de tarifas, incluindo juros pagos pelo governo sobre esses fundos”, argumenta o processo.

Hoffer e Sharan citam declarações do próprio CEO da empresa, Shuntaro Furukawa, como uma prova de que a decisão do governo dos EUA foi a responsável pelo aumento de preços. Em maio de 2025, o executivo afirmou que considera como um elemento de precificação qualquer cobrança adicional que seja imposta pelos governantes dos locais em que a corporação atua.
Ao Game File, o advogado Don McGowan afirma que vê pouco mérito no processo. Segundo ele, que representou a The Pokémon Company no passado, a empresa não tem qualquer obrigação moral ou legal de distribuir reembolsos entre seus clientes, por mais que ele compreenda como isso pode ter afetado negativamente os consumidores.
Fonte: Game File


