Poucos dias após liberar para MindsEye uma missão que pretendia revelar bastidores da “sabotagem” de que foi alvo, o estúdio responsável pelo game fez novas demissões. Contrariando a narrativa de que o jogo está no caminho certo para superar um lançamento atribulado, a Build a Rocket Boy (BARB) parece ter encerrado o contrato de 170 pessoas.
Segundo o Kotaku, essa é a maior parte da equipe da desenvolvedora, que tinha 250 funcionários até os cortes dessa semana. Esse número já representava uma diminuição nos quadros anteriores da empresa, que já havia feito duas rodadas de demissões após o título estrear com pouco impacto.
Enquanto a desenvolvedora de MindsEye não anunciou publicamente a decisão, muitos dos afetados já estão se pronunciando abertamente nas redes sociais. O assunto também é de comum conhecimento no Discord do jogo, dado que os cortes afetaram muitos dos gerentes de comunidade que interagiam por lá.
MindsEye conseguiu o impensável: aumentar seu fracasso
A atualização mais recente de MindsEye foi lançada no dia 28 de abril trazendo a missão “BLACKLISTED”, que convida a assassina Julia Black a assassinar dois alvos. Segundo a BARB, o conteúdo seria responsável por revelar os verdadeiros responsáveis pelo fracasso do jogo: sabotadores que se disfarçaram como influenciadores e empresas de mídia.
Além de ter pouco repercussão, a missão especial parece ter contribuído para aumentar a lista de fracassos do jogo. Ela foi usada como uma forma de promover a ferramenta Arcadia, que estimula a produção de conteúdos gerados pela comunidade — e parece não ter engrenado.
Mesmo que tecnicamente MindsEye se encontre em um espaço melhor agora do que aquele em que estava no lançamento, o título continua pouco popular. Segundo dados do SteamDB, nas últimas semanas seu maior pico de jogadores simultâneos foi de 33 pessoas — e, na maioria dos dias, ele sequer ultrapassa a marca dos 20.
Em março deste ano, o co-CEO da BARB, Mark Gerhard, já havia antecipado as demissões e afirmou que um de seus objetivos era fazer o estúdio operar com somente cerca de 100 pessoas. Não está claro se isso vai ser suficiente para continuar dando suporte ao título, tampouco se essa quantidade vai permitir que a empresa aposte em novos projetos.


