A XPG Brasil prepara a chegada de uma nova linha de monitores gamer ao mercado brasileiro ainda em 2026.
A informação foi revelada durante a Gamescom Latam 2026, onde tive a oportunidade de conversar com Daniel Santarem, Gerente Sênior de Vendas e Marketing da XPG. Segundo a empresa, os novos monitores terão modelos de 24 e 27 polegadas com taxa de atualização de até 200 Hz.
A fabricante afirma que os produtos serão posicionados para competir diretamente com linhas já consolidadas das principais marcas do mercado.
XPG quer disputar espaço no segmento gamer
Durante a conversa, Santarem explicou que a estratégia da XPG no Brasil é ampliar sua atuação além de memórias e SSDs, apostando em um ecossistema gamer mais completo. Atualmente, a marca já trabalha com fontes, gabinetes, watercoolers, ventoinhas e cadeiras gamer, e agora passa a investir também em monitores.
A empresa destacou que os primeiros modelos de monitores foram lançados inicialmente em países da América Latina, como México, Colômbia e Argentina. No entanto, o Brasil ficou fora da primeira fase porque a companhia decidiu aguardar produtos mais competitivos em preço e especificações.
“Será um produto que vai bater de frente com todos os já consolidados aqui no Brasil”, destacou o executivo.
Monitores portáteis também estão nos planos
Além da linha gamer tradicional, a XPG confirmou que também pretende lançar monitores portáteis no Brasil. Diferente dos modelos focados em jogos, esses produtos serão direcionados principalmente para produtividade e mobilidade.
O primeiro modelo portátil da marca não terá bateria integrada e dependerá de alimentação externa, podendo ser conectado diretamente ao notebook, PC ou fonte dedicada. A previsão é que os produtos comecem a chegar ao Brasil a partir de agosto, devido ao tempo necessário para importação marítima.
Mercado de SSDs e memórias segue pressionado
Outro tema discutido no papo com Daniel Santarem foi a alta no preço de SSDs e memórias RAM. A empresa confirmou que a pressão nos preços continua em 2026, impulsionada principalmente pela demanda crescente de data centers e aplicações de inteligência artificial.
Segundo Daniel, a matéria-prima utilizada na produção de memórias (os wafers de silício) representa até 90% do custo de um módulo. Como poucas empresas dominam essa produção, o aumento na demanda acabou reduzindo a oferta para o mercado consumidor. A consequência já aparece no comportamento do consumidor.
A XPG afirma que houve uma migração de produtos de maior capacidade para modelos menores, com SSDs de 256 GB e 512 GB voltando a liderar as vendas em vez das unidades de 1 TB, que dominavam o mercado nos últimos anos.
Marca aposta em ecossistema completo
Além dos monitores, a empresa também comentou sobre outros produtos recentes da linha XPG, como as cadeiras gamer Nexus e Nexus Plus. Os modelos chegaram ao Brasil neste ano com estrutura metálica, apoio lombar ajustável e capacidade para usuários de até 130 kg.
A fabricante também revelou planos envolvendo cartões microSD compatíveis com o Nintendo Switch 2. A companhia foi uma das primeiras a lançar modelos de 1 TB compatíveis com o novo padrão SD Express 7.1.
De acordo com Daniel, o objetivo é consolidar a XPG como uma marca gamer mais ampla, enquanto a ADATA permanece focada em produtos tradicionais de armazenamento e memória.


