Uma pesquisa recente coloca em perspectiva o nível de investimento que a China tem direcionado para o segmento de semicondutores no país. Segundo dados da CSIS (Center for Strategic & International Studies), o país asiático direcionou um total de US$ 142 bilhões para a área entre os anos de 2014 e 2023, um gasto maior do que os valores somados investidos por EUA, Europa e Coreia do Sul.
É de conhecimento comum que o governo da China tem aprovado investimentos e subsídios bilionários para avançar a pesquisa e desenvolvimento de semicondutores no país, a fim de se tornar cada vez mais independente de tecnologias estrangeiras. Mas a quantidade de dinheiro movimentado impressiona.
Como mostra o gráfico acima, o investimento chinês não é apenas o maior do mundo. Ele é mais que o dobro do segundo colocado, que foi a Coreia do Sul com US$ 55 bilhões. É 3,6 vezes mais do que os Estados Unidos durante o período, que investiu US$ 39 bilhões.
Os resultados têm aparecido na forma de tecnologias disruptivas como a DeepSeek e a primeira placa de vídeo inteiramente chinesa. Até onde o investimento se justifica tem sido alvo de debates, mas a China não parece interessada em mudar de estratégia tão cedo.
Indústria dos semicondutores muda rapidamente
Vai ser interessante ver uma versão atualizada dos gráficos, porque muita coisa aconteceu na indústria de chips mundial nos últimos anos. O CHIPS Act foi aprovado nos EUA em agosto de 2022, então seu impacto ainda não aparece tanto nos gráficos, e a explosão da IA generativa que domina o mercado global certamente vai afetar os investimentos.

Enquanto a China historicamente trabalha com um modelo que envolve muito investimento estatal e subsídios, países como os EUA começaram a investir mais agressivamente na área de tecnologia conforme a produção de chips avançados se torna mais ligada à segurança e soberania nacionais.
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Ainda assim, mesmo em um gráfico atualizado, dificilmente veremos outros países se aproximando da China, que também acelera seus investimentos. Rumores do fim do ano passado indicam que o país ainda se prepara para o maior gasto que já fez no segmento, podendo chegar a um total de US$ 70 bilhões. É metade de todo o dinheiro investido entre 2014 e 2023.
Via: Tom’s Hardware
