AMD revela tecnologia DGF SuperCompression que reduz geometria 3D em até 22%

O futuro do Time Vermelho é promissor. Hoje, a novidade é o Dense Geometry Format SuperCompression (DGFS).

Trata-se de uma camada adicional de compressão para dados DGF que reconstrói com precisão os blocos originais e também decodifica para buffers de vértices e índices convencionais, permitindo que os mesmos assets rodem em hardware sem suporte nativo ao DGF.

E, antes de prosseguirmos, aos que estão por fora, ressaltamos que o Dense Geometry Format, ou “dados DGF“, como citado acima, é um formato de compressão da AMD baseado em blocos, projetado para reduzir o espaço de armazenamento de malhas 3D muito detalhadas. A atualização chega com o DGF SDK 1.2.

O DGF foi projetado pela AMD para futuras arquiteturas de GPU com suporte direto por hardware, descrito internamente como um formato amigável ao equipamento para compressão de geometria.

O SDK permanece open source e oferece suporte a todos os fornecedores de GPU por meio de DirectX 12 e Vulkan. Já o DGFS atua exclusivamente como formato de armazenamento mais compacto, não sendo usado diretamente pelo hardware.

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Resultados de compressão com e sem GDeflate

Dados de teste da AMD mostram o DGFS aproximadamente 30% menor que os dados DGF brutos em alguns exemplos.

O modelo Dragon cai de 29,25 MB para 20,15 MB. O modelo Statuette vai de 40,99 MB para 29,31 MB. Com a compressão GDeflate aplicada, o DGFS permanece cerca de 20% menor que o DGF, com reduções listadas de até 22,22%.

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Desempenho de decodificação em CPU e GPU

A AMD publicou tempos de decodificação obtidos em um sistema com Ryzen 9 7950X, 64 GB de DDR5-6000 e Radeon RX 9070 XT. Um modelo Statuette de 10 milhões de triângulos decodificou para meshlets em 0,15 segundos.

A decodificação de blocos DGF levou 0,22 segundos. Os resultados refletem a operação em um único núcleo de CPU, e um decodificador baseado em GPU também é viável.

A boa notícia é que o funcionamento em placas RDNA4 indica que a tecnologia não ficará restrita ao RDNA5 e arquiteturas posteriores.

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DGF e RTX Mega Geometry: propósitos distintos

O DGF da AMD guarda semelhanças conceituais com o NVIDIA RTX Mega Geometry, mas as tecnologias não são diretamente compatíveis.

Ambas lidam com geometria densa em renderização com ray tracing, mas de formas diferentes: o DGF funciona como um “‘compactador” que diminui o tamanho dos arquivos para economizar memória; todavia o RTX Mega Geometry organiza esses detalhes em grupos inteligentes para que a GPU consiga processar tudo mais rápido.

Para finalizar, destacamos que o DGF SuperCompression mantém a capacidade de decodificar para dados de malha convencionais, viabilizando a execução do conteúdo em GPUs sem suporte de hardware específico para DGF.

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Fonte: VideoCardZ

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