Neal Mohan, CEO do YouTube, publicou uma carta no blog oficial da plataforma para falar do que os usuários podem esperar para 2026. Vale destacar que a plataforma completa 20 anos, com o CEO destacando o quanto os criadores estão “reinventando o entretenimento e construindo as empresas de mídia do futuro”.
Conforme destacado na carta, os YouTubers “estão comprando lotes do tamanho de estúdios em Hollywood”. E isso mostra o tamanho que a plataforma alcançou nesses 20 anos de existência. Isso sem mencionar o quanto muitos canais são pioneiros em novos formatos, competindo com a mídia tradicional e empresas de grande porte.
O CEO anunciou que, em breve, a plataforma lançará o multiview completamente customizável e mais de 10 planos especializados do YouTube TV nos EUA abrangendo esportes, entretenimento e notícias.
O objetivo é dar aos assinantes mais controle, ainda mais considerando que o YouTube ocupa o primeiro lugar em tempo de visualização em streaming nos EUA há quase três anos.
“O YouTube é a nova TV porque os criadores de conteúdo são o novo horário nobre.”
Neal Mohan, CEO do YouTube
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Novidades nos formatos
Falando em formatos, Neal destacou que os shorts já alcançam uma média de 200 bilhões de visualizações diárias. Isso seria dizer que cada pessoa no mundo assiste 25 shorts por dia, considerando que nem todos os usuários da plataforma assistem shorts e não é toda a população mundial (estimada em 8 bilhões) que está no YouTube.
E, para este ano, a plataforma deve trazer mais variedade aos vídeos curtos, integrando diferentes formatos, como publicações com imagens, diretamente no feed. A ideia é facilitar a conexão entre criadores e as comunidades.
Construindo um lugar seguro
Estimativas indicam que 93% dos espectadores de 18 a 27 anos nos EUA concordam que o YouTube os ajuda a aprender novas habilidades. Além disso, 79% dos professores norte-americanos que usam o YouTube concordam que ele ajuda os alunos a aprender.
Com isso, um dos objetivos para 2026 é garantir que a plataforma continue “sendo um espaço para exploração, ao mesmo tempo que capacitamos os pais a guiar essa jornada”.
Em 2015, o YouTube lançou o Aplicativo YouTube Kids em 2015 e, em 2021, a plataforma lançou a experiência supervisionada para pré-adolescentes. Neste ano, o objetivo é facilitar a criação de novas contas infantis e a troca fácil entre contas, garantindo que todos na família tenham uma experiência de visualização adequada.
Além disso, a plataforma já anunciou atualizações para simplificar o controle parental. Pais em breve poderão controlar quanto tempo seus filhos e adolescentes passam navegando nos Shorts, incluindo a possibilidade de zerar o cronômetro.
Impulso para economia

Nos últimos quatro anos, o YouTube pagou mais de US$ 100 bilhões (R$ 530,81 bilhões) a criadores, artistas e empresas de mídia. Em 2024, o ecossistema do YouTube contribuiu com US$ 55 bilhões (R$ 291,95 bilhões) para o PIB americano e sustentou mais de 490.000 empregos em tempo integral.
Para este ano, o objetivo da plataforma é investir em diferentes maneiras de monetização, desde compras e acordos com marcas até recursos de financiamento coletivo para fãs, como Joias e presentes.
O foco é tornar o YouTube um destino de compras de primeira linha, porque os espectadores confiam nas recomendações de produtos e marcas feitas por criadores de conteúdo. E a plataforma já conta com mais de 500 mil criadores já presentes no YouTube Shopping.
A ideia é integrar ainda mais a plataforma com a compra, de modo que o usuário não precise sair do aplicativo.
Embora a tecnologia abra novas possibilidades criativas, são os criadores e artistas do YouTube que estão liderando o caminho para reinventar o entretenimento.
Neal Mohan, CEO do YouTube
Impacto da IA

Contrariando a recente onda de frustração com o tema, Nel destacou que a IA tem sido o motor silencioso por trás “de nossas inovações mais importantes”. A tecnologia tem ajudado em ações como recomendação de vídeos e ajudar a manter o conteúdo dentro do adequado para a plataforma.
Em média, mais de 1 milhão de canais usaram diariamente as ferramentas de criação durante dezembro do ano passado. Para este ano, a previsão é que os criadores poderão criar um Short usando a própria imagem, produzir jogos com um prompt simples e fazer experiências com música.
Ele destaca que, “ao longo dessa evolução, a IA permanecerá uma ferramenta de expressão, não uma substituta”.
Além disso, num esforço para combater as deepfakes, a empresa está “rotulamos claramente o conteúdo criado pelos produtos de IA do YouTube, e os criadores devem divulgar quando criaram conteúdo realista alterado ou sintético”.
AI slop
Na carta, Neal também destacou a preocupação com “AI slop”. Neste contexto, ele destacou o compromisso da plataforma de “manter a alta qualidade da experiência de visualização que as pessoas desejam”.
Assim, “para reduzir a disseminação de conteúdo de IA de baixa qualidade”, o plano é aprimorar ativamente os sistemas já estabelecidos. Esses sistemas, conforme o CEO, já se mostraram “eficazes no combate a spam e clickbait, além de reduzir a disseminação de conteúdo repetitivo e de baixa qualidade”.
Fonte: YouTube.


