Embora videogames ainda sejam amados por milhões de pessoas ao redor do mundo, muitas delas estão os deixando de lado e preferindo outros meios de entretenimento. Segundo o analista Matthew Ball, da Epyllion, esse é um fenômeno comum em mercados consolidados como Japão, Estados Unidos, Coreia do Sul, Reino Unido, Alemanha, França, Canadá e Itália.
Ball explica que, enquanto jogar ainda é um hábito frequente de muitas pessoas, elas tendem a preferir outros meios de entretenimento. Segundo o analista, a camada da população desses países que dá prioridade aos games caiu entre 2,5% e 4% desde o ano de 2019.
A pesquisa feita pelo analista mostra que, entre 2018 e 2022, um a cada seis adultos que jogavam videogames abandonaram o hobby no Canadá. Já na Coreia do Sul, houve uma queda de 15% no número de pessoas que se consideravam como “gamers” em relação aos anos de 2017 e 2019.
Mercado de videogames tende à estagnação
Ball afirma que, apesar de a tendência mundial seja de uma diminuição nos jogadores de videogames, eles cresceram em número em alguns mercados. Na Alemanha, por exemplo, houve um aumento de 4% no número de jogadores autodeclarados desde 2019, e 11% a mais de japoneses se dedicam ao hobby desde este ano — muito disso graças ao crescimento do mercado de PCs no país.
No entanto, o analista afirma que, levando em consideração o contexto geral, o mercado mundial de games está estagnado — com uma leve tendência de queda. Assim, cabe a cada vez menos pessoas lidar com as expectativas de crescimento e receitas da indústria, o que se mostra cada vez mais complicado.

Isso resulta em videogames com políticas de monetização mais agressivas, bem como em uma maior dificuldade do mercado em absorver novos títulos. Ball explica que, mais do que a qualidade dos produtos disponíveis no mercado, o desinteresse pelo meio pode ser explicado pelo surgimento de novas formas de entretenimento.
Segundo ele, o TikTok, aplicativos de inteligência artificial, apostas, investimentos em criptomoedas e o OnlyFans têm se mostrado mais competentes em conquistar a atenção do público. Somando isso a plataformas de streaming e serviços de assinatura, sobra pouco tempo para que pessoas se dediquem a games e ajudem o mercado a crescer.
Fonte: PC Gamer


