Depois de forçar a ByteDance a vender o TikTok para uma empresa local, o governo dos Estados Unidos virou suas atenções para a gigante chinesa Tencent. Segundo o Financial Times, o governo de Donald Trump estuda se vai tomar medidas para fazer com que a companhia desista dos investimentos que tem em empresas norte-americanas.
Embora produza e distribuía games de seus próprios estúdios, a corporação é conhecida por ter partes substanciais de vários nomes conhecidos. Entre eles estão a Riot Games, de League of Legends, e a Epic Games, de Fortnite, que seriam afetadas diretamente pela decisão.
Além de interferir nas atividades que a Tencent realiza diretamente nos Estados Unidos — como no caso da Riot, que pertence 100% à gigante chinesa —, o governo Trump estuda pressionar algumas de suas atividades no exterior. Entre seus objetivos seria fazer com que a companhia desistisse de sua participação no estúdio mobile Supercell.
Apesar de a criadora de Clash of Clans estar localizada na Finlândia, a atual administração está ciente de que a maior parte do público do game é formada por estadunidenses. Assim, ela estaria preocupada com a possibilidade de que informações confidencias deles estejam sendo enviadas à China.
A Tencent está sob investigação há anos
O conflito entre a Tencent e o governo dos Estados Unidos é antigo e começou antes de Donald Trump assumir a presidência pela segunda vez. Há anos, a companhia chinesa é investigada pelo Comitê de Investimentos Estrangeiros do país, que tenta analisar a quantidade de informações de usuários que a corporação consegue através das companhias de games que controla.
Ainda durante a primeira administração de Trump, o governo norte-americano quase baniu do país o uso do WeChat, que também pertence à companhia chinesa. Já em seu segundo mandato, ela passou a ser classificada como um conglomerado militar, o que aumentou as pressões sobre suas atividades.

Até o momento, no entanto, é incerto qual vai ser o futuro da Tencent nos Estados Unidos, e quais serão as restrições com as quais ela vai ter que lidar. No caso da ByteDance, por exemplo, o governo local permitiu que o TikTok continuasse a operar — mas somente se passasse para a mão de um consórcio de investidores liderado pela Oracle.
Caso a gigante chinesa seja forçada a seguir o mesmo caminho, isso certamente deve gerar alguma resistência entre as empresas que são suas parceiras. Entre aqueles que devem criticar a decisão está Tim Sweeney, CEO da Epic Games, que é bastante conhecido por se pronunciar sem filtros sobre situações que acredita serem prejudiciais à sua companhia.
Fonte: Kotaku


