Tencent ataca Sony em processo sobre Light of Motiram

Anunciado em novembro de 2024, Light of Motiram despertou imediatamente diversas comparações com a série Horizon, da Sony, por sua ambientação e mecânicas. Agora que isso resultou em um processo jurídico, a Tencent usou os tribunais para defender o game e atacar a empresa rival.

Segundo a empresa chinesa, o processo deve ser totalmente desconsiderado pelas cortes da Califórnia. Ela argumenta que a Sony usa “alegações vagas e impossíveis de averiguar” para afirmar que suas propriedades intelectuais estão sendo violadas pelo novo jogo.

Foto: Divulgação/Tencent

Além disso, a Tencent afirma que o processo relacionado a Light of Motiram é “baseado somente em especulações relacionadas a condutas futuras”. Assim, a companhia rival não teria uma base factual para abrir o processo contra uma corporação cuja sede não se situa dentro do território norte-americano.

Tencent afirma que Sony não liga para plágios

Segundo a resposta registrada pela Tencent, a Sony não tem qualquer objetivo de lutar contra plágios ou contra a pirataria de suas propriedades intelectuais. A intenção seria somente tentar intimidar outras desenvolvedoras e estabelecê-la como a única capaz de atuar em um segmento do mundo dos games.

No fundo, os esforços da Sony não têm o objetivo de lutar contra a pirataria, plágio ou qualquer ameaça genuína a propriedades intelectuais. É uma tentativa imprópria de isolar um canto bem conhecido da cultura popular e declará-lo domínio exclusivo da Sony.

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Tencent ataca Sony em processo sobre Light of Motiram
Foto: Divulgação/Tencent

A companhia chinesa argumenta que a própria Guerilla Games admitiu publicamente que a série Horizon traz elementos que não são totalmente originais. Ela cita uma entrevista ao Washington Post, na qual o diretor de arte Jan-Bart Van Beek afirma que o conceito central do título é bastante similar ao de Enslaved: Odyssey to the West — game da Ninja Theory lançado em 2010.

Assim, a Tencent argumenta que, ao processar a criadora de Light of Motiram, a Sony só está tentando “monopolizar convenções de um gênero”. Dessa forma, seu processo não se sustenta nos tribunais e ele deve ser dispensado pelas cortes responsáveis antes de evoluir para os próximos passos.

Fonte: Game Developer, Washington Post

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