Taiwan não espera grande impacto em seus chips com novas restrições da China sobre minerais raros

O governo de Taiwan declarou neste fim de semana que não espera um impacto considerável na indústria de semicondutores do país depois que a China declarou novas restrições sobre a exportação de seus minerais raros. O ministro da economia disse hoje, dia 12 de outubro, que os metais usados na fabricação taiwanesa de chips são diferentes dos afetados pelo controle chinês recentemente ampliado.

Taiwan é a terra natal da TSMC, maior fabricante de semicondutores do mundo e escolha principal das empresas para os processos mais avançados da atualidade, como a litografia de 2nm. Muitos dos minerais raros usados na fabricação de chips ao redor do mundo vêm da China, então regras mais restritas de exportação causaram preocupações no país.

O ministro da economia, segundo a Reuters, ressaltou ainda que produtos domésticos ou derivados feitos em Taiwan usam minerais vindos da Europa, Japão e Estados Unidos. O executivo acrescentou que as restrições maiores da China afetam cadeias globais de produtos mais usados em veículos e drones, e o impacto nesses segmentos devem ainda ser observados.

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As novas restrições para minerais raros da China abrangem um controle de exportação maior em metais que já eram controlados e a expansão para incluir outros na lista. As regras são voltadas para toda e qualquer exportação dos metais, não mirando em países específicos.

Imagem abstrata mostra chip com bandeira da China por trás.
Fonte: Reuters

Sem surpresas, o governo dos EUA foi o primeiro a se posicionar absolutamente contra a nova política chinesa, respondendo da maneira que virou praxe para a administração Trump: uma nova tarifa de 100% para produtos vindos do país asiático, sobre quaisquer outros impostos que já sejam aplicáveis. Dessa vez, no entanto, a medida veio acompanhada também de um novo controle na exportação de software crítico para a China.

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Segundo a Reuters, o governo chinês defendeu suas novas regras sobre minerais raros neste fim de semana, alegando que eles querem exercer melhor controle sobre o uso desses metais em aplicações militares, uma vez que vivemos uma época de “conflitos frequentes”.

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