Série Call of Duty pode deixar de ser lançada no Game Pass

Quando a Microsoft decidiu investir bilhões na compra da Activision Blizzard, uma de suas principais apostas era a de que Call of Duty conseguiria aumentar muito a popularidade do Game Pass. Anos depois, a aposta não deu muito certo, e há relatos de que os próximos títulos da franquia podem não chegar de forma simultânea ao serviço de assinatura.

Quem afirma isso é Jez Corden, do Windows Central, que explicou em uma edição recente de seu podcast que a remoção da franquia do sistema é uma possibilidade real. E a mudança pode acontecer já no próximo título da franquia, cujo lançamento é esperado para os últimos meses de 2026 — mas que até agora não tem nome ou data de lançamento oficial.

Embora Call of Duty: Black Ops 6, de 2024, tenha conseguido alavancar as assinaturas do Game Pass, o efeito causado foi momentâneo. Assim, não somente a Microsoft não viu o aumento que esperava em suas receitas constantes, como também se percebeu prejudicada por uma diminuição nas vendas do título dentro do ecossistema do Xbox.

Call of Duty “quebrou” a formula do Game Pass

Segundo Corden, a decisão de colocar a série de tiro dentro do sistema de assinatura foi ruim tanto para ela quanto para o Game Pass. A inclusão dos jogos da série, que passaram a ser “de graça” na cabeça de muitos assinantes, diminuiu receitas que seriam necessárias para dar sustentação a longo prazo aos títulos e para que a Activision Blizzard investisse em DLCs e eventos.

Ao mesmo tempo, a maneira como o serviço funciona — distribuindo receitas levando em consideração o tempo investido em cada game — também prejudicou seu funcionamento. Com Call of Duty “sugando” a atenção do público, sobrou menos dinheiro para a Microsoft investir na renovação de seu catálogo.

Imagem: Divulgação/Xbox Game Studios

Uma das consequências disso foi sentida pelo público em novembro de 2025, quando a Microsoft chegou a dobrar o preço de alguns patamares do Game Pass. No Brasil, quem deseja ter acesso ao plano Ultimate, que garante acesso aos últimos lançamentos da série, precisa pagar pelo menos R$ 119,90 mensais.

Segundo Corden, há a possibilidade de que, ao remover Call of Duty do serviço, a empresa também possa diminuir seu preço. No entanto, a companhia também pode manter seu patamar atual, ao mesmo tempo em que investe em opções mais acessíveis, mas com catálogos mais limitados.

Fonte: WCCFTech, Jez Corden/YouTube

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