O lançamento do novo Resident Evil Requiem está chegando, e a maior dúvida da comunidade PC gamer é: o jogo vai rodar no meu “PC baratinho”? Se você está preocupado com os requisitos e não sabe se sua máquina vai aguentar, temos ótimas notícias!
Testamos o desempenho do jogo em diferentes hardwares de entrada e o veredito é claro: a RE Engine continua fazendo milagres em otimização.
Abaixo, detalhamos como o jogo se comportou na popular RX 6600, na guerreira GTX 1060 e até mesmo nos consoles portáteis como o Steam Deck. E pode ficar tranquilo: este post é totalmente livre de spoilers da história.
Requisitos: o que você realmente precisa para jogar?
Olhando para os requisitos oficiais, a situação não é assustadora. O processador não será o gargalo para a maioria dos jogadores, mas há dois pontos de atenção principais:
- Memória RAM: o jogo pede 16 GB de RAM. Em 2024/2025, esse já é o padrão mínimo para jogos AAA, então não tente rodar com 8 GB se quiser evitar travamentos.
- Placa de Vídeo (VRAM): a recomendação oficial pede placas com 8 GB de VRAM, mas as placas de 6 GB (como a GTX 1660 e RX 5500 XT) ainda aparecem nos requisitos mínimos.
O grande diferencial gráfico dessa nova versão é uma nova configuração de física para os fios de cabelo dos personagens, que é belíssima, mas consome muita memória de vídeo e pode estourar os limites de placas de 6 GB ou 8 GB se colocada no “Alto”.
Desempenho na RX 6600 (8 GB): fluidez em Full HD
A Radeon RX 6600 é uma placa extremamente popular e figura entre as recomendadas para o game. No nosso teste, a placa “sobrou” rodando em Full HD:
- Cenários externos: logo na primeira cena urbana do jogo — que é bem aberta, cheia de NPCs e atípica para a franquia — a RX 6600 entregou cerca de 90 FPS com FSR3 no modo qualidade e gráficos altos.
- Cenários internos: ao entrar em becos e áreas mais fechadas (o ambiente clássico de Resident Evil), a taxa de quadros saltou para incríveis 120 FPS.
Um detalhe sobre Ray Tracing: embora a RX 6600 suporte Ray Tracing, o impacto na performance é alto e não vale a pena para essa categoria de placa. Além disso, notamos que a tecnologia mais avançada de Path Tracing estava bloqueada para placas AMD nesta versão de pré-lançamento.
O teste de fogo: a “idosa” GTX 1060 (6 GB) ainda roda?
A oficialidade diz que você precisa de pelo menos uma GTX 1660. Mas e os donos da valente GTX 1060 de 6 GB? Fomos testar a placa operando “abaixo do mínimo” e o resultado surpreendeu.
Como temos apenas 6 GB de VRAM e não contamos com o DLSS nessa geração de placas, precisamos fazer alguns ajustes críticos:
- Desativar o cabelo realista: foi preciso dar adeus ao “cabelo estiloso” para economizar memória.
- Texturas no Normal/Baixo: para a memória caber nos 6 GB sem causar gargalos.
O resultado: O jogo se manteve totalmente jogável! Em áreas abertas, a taxa ficou na faixa dos 30 FPS, e em áreas internas, o desempenho subiu para a casa dos 50 a quase 60 FPS. Apesar de as texturas no “Mínimo” deixarem o visual um pouco “triste”, rodar um lançamento desse porte em uma placa com tantos anos de mercado é uma vitória.
Dica de ouro: se você tem uma placa antiga, experimente ativar o Gerador de Quadros via FSR3. Se você não for muito sensível ao leve aumento de latência, o ganho na fluidez do gameplay pode valer muito a pena.
Resident Evil Requiem no Steam Deck
Se o jogo roda em PC fraco, ele roda em portáteis? Sim! O Steam Deck, mesmo tendo um processador e chip gráfico menos potentes que os requisitos mínimos e que outros concorrentes (como o ROG Ally), conseguiu rodar o jogo super bem.
Jogando em resolução HD e fazendo ajustes no FSR, foi possível alcançar um gameplay muito fluido no preset mínimo, com margem até para arriscar ajustes gráficos intermediários.
Veredito: mais um acerto em otimização
A primeira impressão é que hardwares de entrada vão conseguir rodar Resident Evil Requiem tranquilamente, muitas vezes até abaixo do que a própria Capcom está recomendando. Se você tem uma GTX 1060 ou uma RX 580, ainda há muita esperança para você explorar esse novo pesadelo.


