Morbid Metal surge como uma das promessas mais intrigantes do gênero de ação para 2026. Desenvolvido pela pequena Screen Juice e publicado pela Ubisoft, o título é um roguelite de ação hack-and-slash 3D focado em combates intensos e um sistema de progressão profundo.
O projeto, que começou como um esforço solo de Felix Schade há cerca de dez anos, evoluiu de um protótipo universitário de origami para um jogo de alta fidelidade visual que bebe da fonte de clássicos como Devil May Cry, Bayonetta e Nier: Automata.
O game será lançado no dia 8 de abril em Acesso Antecipado para PC (via Steam). A data de lançamento da versão definitiva ainda não foi confirmada. Uma versão demo está disponível para download.
O coração do combate: troca instantânea de personagem
O grande diferencial de Morbid Metal é a mecânica de troca instantânea de personagens (shapeshifting) durante o combate. Em vez de escolher um único herói para uma partida inteira, o jogador pode alternar entre até três formas diferentes com o toque de um botão para estender combos e reagir a ameaças variadas.
Na versão de Acesso Antecipado, três personagens estão disponíveis:
- Flux: o combatente inicial, focado em ataques rápidos com espada e alta precisão contra alvos únicos.
- Ekku: um “tanque” pesado que utiliza uma lança para causar devastação em área, embora de forma mais lenta.
- Vekta: Especialista em combate à distância, ideal para controle de campo através de shurikens e habilidades cinéticas.
Embora o jogo permita apertar botões frenéticamente (o que sempre agrada os novatos), o verdadeiro “show” de jogabilidade ocorre quando o jogador domina a sincronia das trocas para aniquilar inimigos sem deixá-los tocar o chão.
Você pode trocar entre personagens durante um mesmo combo. É possível criar sequências incríveis com infinitas possibilidades a partir do momento que você domina essa mecânica.
Simulação pós-apocalíptica
A narrativa coloca o jogador no papel da última IA senciente criada por um Operador misterioso. Preso em uma simulação pós-colapso e guiado por uma entidade chamada Eden, seu objetivo é eliminar seus próprios “parentes” robóticos para alcançar a evolução da humanidade e repopular a Terra.
O mundo visual de Morbid Metal é descrito como uma mistura cativante de elementos cibernéticos frios e topografia japonesa espiritual, onde ruínas naturais contrastam com canos de metal e luzes neon, tudo embalado por uma trilha sonora de techno-metal.
Nesta versão inicial, estão disponíveis três personagens jogáveis, 10 tipos de inimigos (incluindo os primeiros chefes de fase), além de 3 biomas.

A estrutura roguelite e sistema de progressão
Metal Morbid funciona através de ciclos chamados Iterações. Cada tentativa começa no Void Hub, onde é possível adquirir melhorias permanentes através do Neural Nexus (uma árvore de habilidades compartilhada) ou desbloquear novos ataques chamados Protocols.
Durante as runs, os jogadores enfrentam arenas geradas proceduralmente em biomas distintos, como o utópico Sublime Garden e a cidade destruída Steel Sanctuary. Ao final de cada seção, chefes imponentes como Saru servem como testes rigorosos de habilidade, exigindo domínio total de esquiva e posicionamento.
O combate é frenético e em alta velocidade. Use e abuse de golpes tradicionais, especiais e parries para enfrentar hordas de robôs inimigos. E não se preocupe: leva um tempinho para pegar o jeito e entender a lógica, mas até lá você terá morrido diversas vezes. Sempre que isso acontecer, você volta para o Void Hub e inicia uma nova iteração.

O que você vai encontrar no Acesso Antecipado
O jogo vai oferecer cerca de 10 horas de conteúdo em seu caminho principal neste lançamento em Acesso Antecipado, mas foca na rejogabilidade infinita típica do gênero.
O criador, Felix Schade, confirmou que a equipe planeja adicionar mais personagens e biomas ao longo do período de desenvolvimento, utilizando o feedback da comunidade para refinar o equilíbrio do sistema de recompensas e a economia do jogo. Uma apesentação com o roadmap do game está prevista para 17 de abril.
Com um visual polido que desafia as expectativas para um estúdio independente e um combate fluido, Morbid Metal se posiciona como um jogo muito promissor, que não nega as suas origens e inspirações, mas que ao mesmo tempo se preocupa em trazer boas novidades e mecânicas de gameplay.
Confesso que me senti muito satisfeito com o que vi nesse trabalho inicial. Acredito que falta mais densidade à história, pois nessa versão inicial ela é apresentada de forma bastante superficial. Entretanto, me parece claro que o foco está no combate frenético nas múltiplas arenas (biomas), então eu não esperaria um detalhamento maior nesse quesito na versão final do jogo.


