Muitos funcionários da Ubisoft sentem vergonha em trabalhar na empresa

Na semana passada, a Ubisoft anunciou o cancelamento de projetos, diversas demissões e uma nova reestruturação interna para tentar se recuperar de anos de prejuízos. Em vez de levantar a moral de desenvolvedores, o anúncio serviu para derrubar as ações da empresa e deixar muitas pessoas envergonhadas de trabalhar para ela.

Esse é um sentimento que é compartilhado por muitos nos quadros de mensagens internos da companhia, do qual muitos registrados foram enviados ao site Kotaku. A maioria dos mais de 15 mil funcionários da empresa só soube das mudanças junto com o público em geral, e muitos sentem que já passaram por algo semelhante em um passado muito recente.

Muitos funcionários da Ubisoft têm criticado as decisões de sua liderança. Imagem: Divulgação/Ubisoft

Conforme lembra o site, a Ubisoft também havia prometido mudanças internas e diversas melhorias internas em 2019, quando Ghost Recon Breakpoint foi um fracasso de vendas. Mais de meia década depois, algo semelhante voltou a acontecer, e muitos sentem que isso é resultado de uma gerência que insiste em cometer os mesmos erros.

Estratégia da Ubisoft é a “definição de insanidade”

Para alguns funcionários da desenvolvedora, as decisões atuais da empresa lembram muito uma fala icônica de Vaas Montenegro, o grande vilão de Far Cry 3. Em momento marcante do jogo, ele captura o jogador e explica qual é a definição de insanidade: fazer exatamente as mesmas coisas várias e várias vezes, esperando que algo mude.

Nos quadros de discussão da Ubisoft, algumas pessoas apontam que a situação é igual àquela na qual a companhia se encontrava em 2023. Após demitir equipes e cancelar projetos, a liderança da empresa afirmou que cabia aos funcionários a missão de recuperar sua reputação, se afastando de responsabilidades.

Por que a alta gerência não está assumindo responsabilidade por muitos dos erros e equívocos do passado? Em vez disso, somente trabalhadores estão sofrendo as consequências”, afirma um desenvolvedor. Outros criticam a falta de criatividade da empresa e o desejo constante da liderança de seguir tendências de mercado estabelecidas por outros estúdios.

Além disso, os funcionários da Ubisoft também criticam o fato de que jogos são aprovados em reunião fechadas, e muitos jogos sem futuro recebem fundos por motivos inexplicáveis — caso de Skull and Bones, por exemplo. Mesmo com a nova estrutura da corporação, essa é uma situação que não parece prestes a mudar, especialmente dado o fato de que a empresa continua considerando Beyond Good & Evil 2 como um de seus projetos em andamento.

Fonte: Kotaku

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