Através de uma nova parceria com a gigante de hiperescala Meta, a NVIDIA sinalizou ambições de se tornar uma fornecedora independente de CPUs para data centers. Vale destacar que isso seria além de de vender suas CPUs Vera para data centers como parte dos sistemas Vera Rubin NVL72 de escala de rack.
A parceria estratégica plurianual foi anunciada hoje, com a Meta afirmando que expandirá o uso da tecnologia do time verde à medida que continua a construir data centers de hiperescala otimizados para seus esforços de treinamento e inferência de Inteligência Artificial.
Esses planos incluem “milhões” de GPUs Blackwell e Rubin, integrando um plano de investimento massivo em IA da Meta que pode chegar a US$ 135 bilhões (R$ 705,13 bilhões) no total até 2026.
Como parte da colaboração ampliada entre as duas empresas, a Meta também usará as CPUs Grace para servidores da NVIDIA, baseadas na arquitetura Arm, como plataformas independentes em seus data centers de produção.
As empresas afirmam que sua colaboração é a primeira “implantação em larga escala exclusiva da linha Grace”. O objetivo é proporcionar uma melhoria considerável no desempenho por watt para as instalações da empresa.
Notícias Relacionadas:
- NVIDIA adiciona 8 jogos ao GeForce Now nesta semana – confira!
- Colorful anuncia novos notebooks gamer Evol P15 com CPUs Intel e GPUs RTX 50
- NVIDIA DLSS 4 com Multi Frame Generation chega para Styx: Blades of Greed e novo Star Trek
Ganhos graciosos

Ian Buck, chefe da divisão de data centers da NVIDIA, afirmou que a Meta está obtendo ganhos de até 2x o desempenho por watt em determinadas cargas de trabalho com a plataforma Grace. Além disso, a empresa já está testando a CPU Vera de próxima geração com resultados “muito promissores”.
E implantações em larga escala baseadas exclusivamente na Vera podem começar já em 2027.

Para referência, a CPU Grace possui 72 núcleos Arm Neoverse V2 e suporta até 480 GB de memória LPDDR5X em sua configuração C1 independente.
E a NVIDIA também oferece a Grace como um “Superchip de CPU” que une dois chips através da interconexão NVLink-C2C, resultando em 144 núcleos com até 960 GB de LPDDR5X e até 1024 GB/s de largura de banda de memória agregada em determinadas capacidades de memória.

Já a Vera possui 88 núcleos Arm personalizados com até 176 threads, suporte para até 1,5 TB de memória LPDDR5X com largura de banda de memória de até 1,2 TB/s e conectividade PCIe Gen 6 e Compute Express Link 3.1.
Também é importante destacar que a Vera é a primeira CPU da NVIDIA a suportar um ambiente de computação confidencial ou confiável em todos os seus sistemas de escala de rack.
Outras tecnologias verdes
Além das CPUs, a Meta também afirma que implantará switches Ethernet NVIDIA Spectrum-X em todos os seus data centers.
Os switches Spectrum-X com óptica integrada prometem aumentar o desempenho por watt para aplicações de escala horizontal, eliminando a necessidade de cabeamento ativo com transceptores ópticos. Combinados com o consumo de energia do próprio switch, podem representar até 10% do consumo de energia de cada rack.
Vale reforçar que a energia usada para movimentação de dados é energia que não é usada para alimentar as GPUs. E, com a demanda atual por densidade e eficiência computacional máximas em cada rack, uma economia dessa magnitude é extremamente significativa.

Além do hardware, a NVIDIA oferecerá sua vasta experiência interna em design de modelos de IA aos engenheiros da Meta. E isso deve ajudar a empresa a otimizar e impulsionar o desempenho de seus próprios aplicativos.
Tudo isso demonstra que, à medida que as tecnologias para IA avançam, o alcance do time verde também.
Fonte: The Register.


