LIGUE AGORA NO SEU PC? Análise do DLSS 4.5

A NVIDIA apresentou recentemente a nova geração da sua tecnologia de upscaling, o DLSS 4.5, durante a CES 2026.

Se você é gamer e possui uma placa da linha RTX, essa atualização promete mudar a forma como você lida com performance e qualidade de imagem, trazendo melhorias significativas na geração de pixels e quadros por inteligência artificial.

Neste artigo, vamos detalhar o que mudou, quais são os novos modelos disponíveis e por que, se você tem uma placa mais antiga, talvez queira ter cautela.

O que há de novo no DLSS 4.5?

O DLSS 4.5 não é apenas uma atualização incremental. O novo modelo de IA utilizado possui cinco vezes mais poder computacional em comparação ao modelo Transformer anterior, lançado originalmente com o DLSS 4. O foco principal desta versão é resolver problemas crônicos de técnicas de upscaling:

  • Estabilidade Temporal: reduz o efeito de “piscagem” em pixels onde a placa de vídeo não conseguia definir a cor correta.
  • Redução de Ghosting: melhora o rastro deixado por objetos em movimento, preservando mais detalhes em objetos pequenos.
  • Nitidez e Bordas: o upscaling agora atua de forma mais clara no contorno dos personagens, substituindo com maior eficiência técnicas antigas de antialiasing como o TAA ou MSAA.

Entendendo os novos modelos: K, M e L

Uma das maiores novidades é a possibilidade de substituir manualmente (ou via driver) as predefinições do modelo de Super Resolução no Nvidia App. As opções principais agora são:

  • Modelo K: essencialmente a implementação anterior (DLSS 4/Transformer), mais leve e rápida.
  • Modelo M: um novo modelo que já utiliza a implementação avançada para melhorar a estabilidade e reduzir cintilações.
  • Modelo L: o mais complexo e pesado, recomendado especificamente para o modo Ultra Desempenho, onde a IA precisa reconstruir a imagem a partir de apenas 1/8 da resolução final.

Testes na prática: Clair Obscur: Expedition 33

Imagem: Divulgação/Kepler Interactive

Em testes realizados no jogo Clair Obscur: Expedition 33 (rodando na Unreal Engine 5), as diferenças ficaram claras. Enquanto o modo nativo em Full HD apresentava muita instabilidade em cercas e estruturas finas, o DLSS 4.5 no modelo M conseguiu resolver boa parte dessas cintilações.

Entretanto, o problema de ghosting (rastros) em pétalas e objetos muito velozes, embora reduzido nos modelos M e L, ainda não foi 100% eliminado em cenários extremos. O ponto positivo é que, mesmo com alguns bugs visuais menores, o ganho de performance é massivo: em 4K nativo, o jogo rodava a 25 FPS, saltando para 66 FPS com o DLSS no modo Ultra Desempenho.

Alerta para donos de RTX 20 e 30

Se você possui uma placa das séries 20 ou 30, o DLSS 4.5 traz uma “pegadinha”. Os novos modelos M e L foram otimizados para instruções FP8 (pontos flutuantes de 8 bits), suporte nativo apenas das séries RTX 40 e 50.

Placas mais antigas precisam rodar essas funções em FP16, o que gera uma penalização de performance. Em testes com a RTX 2080 Ti, o tempo gasto pela placa apenas para fazer o upscaling no modelo L foi quase três vezes maior do que em uma RTX 5060 de entrada. Para esses usuários, a recomendação da NVIDIA é manter o Modelo K ou usar o modo automático.

Frame Generation: até 5 quadros por IA

Para quem possui a nova série RTX 50, o DLSS 4.5 introduz o gerador de múltiplos quadros. Agora é possível gerar até três ou até cinco quadros por IA para cada quadro renderizado tradicionalmente (modo 6X).

Além disso, o recurso agora é variável, ajustando-se automaticamente para manter o equilíbrio entre fluidez e latência de acordo com seu objetivo de performance.

Devo mudar as configurações?

A recomendação geral para a maioria dos usuários é deixar o DLSS no modo Automático. O sistema da NVIDIA já é inteligente o suficiente para aplicar o modelo L apenas em situações de upscaling agressivo e manter o modelo K em placas onde os novos modelos causariam perda de FPS.

O DLSS 4.5 é um avanço claro em qualidade de imagem, mas reforça a tendência de que as tecnologias mais pesadas de IA exigirão hardwares cada vez mais modernos para brilhar totalmente.

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