A nova geração Panther Lake de processadores para notebook é uma das mais importantes para a Intel nos últimos anos. É por isso que a empresa tomou cuidados para garantir que suas parceiras não vão comprometer a performance dos gráficos integrados das opções mais avançadas na linha Intel Core Ultra Series 3.
Segundo informações do famoso insider Golden Pig Upgrade, a Intel exige memórias rodando a pelo menos 7.467MT/s em notebooks equipados com processadores Panther Lake topo de linha. Se alguma OEM quiser economizar e colocar módulos LPDDR5X mais lentos, a iGPU dos processadores vai mudar de nome no gerenciador de tarefas do Windows.
Como sabemos, a Intel quer tanto promover os gráficos integrados de sua nova geração que até estabeleceu um patamar inédito na linha, os Core Ultra X. Modelos como o Core Ultra X9 388H contam com 12 núcleos Xe3, resultando na GPU integrada que a Intel chama de Arc B390. O Core Ultra 5 338H não leva X no nome, mas oferece 10 núcleos Xe3, em uma Arc B370.
Essas GPUs integradas exigem os 7.467MT/s da memória. Se for menos que isso, elas vão aparecer apenas como “Intel Graphics” no gerenciador de tarefas. Ainda é o mesmo hardware, mas perde o nome.
Intel quer proteger a “imagem” dos Panther Lake mais avançados
A medida da Intel parece ser uma estratégia para garantir que os processadores com os melhores gráficos da linha Panther Lake não terão seu potencial prejudicado por memórias mais lentas. A empresa busca garantir que os nomes Arc B370 e B370 só podem ser usados em situações ideais para essas iGPUs.

O nome Intel Graphics é o que aparece para os outros processadores abaixo do Core Ultra 5 338H na Core Ultra Series 3. Eles usam apenas 4 núcleos Xe3 nos gráficos integrados e adotam o rótulo genérico.
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Vale ressaltar que a estratégia para garantir uma performance mínima em módulos LPDDR5X nessa geração aparece também justamente no ano que será marcado pela crise dos preços elevados de memórias.
Via: Tom’s Hardware

