O cenário de jogos de ação chineses de grande porte ganha mais um nome gigantesco. Trata-se de GeniGods: Nezha, um RPG de ação hardcore para um jogador em desenvolvimento para PC e PS5. Seu lançamento está planejado para 2027 ou 2028.
A produção está a cargo da GeniGods Lab, estúdio conhecido pelo jogo mobile My Hero Academia: The Strongest Hero. A proposta descrita pela equipe é criar uma experiência que eles chamam de um “God of War chinês“.
| Título do jogo | GeniGods: Nezha |
| Gênero | RPG de ação hardcore (um jogador) |
| Desenvolvedor | GeniGods Lab |
| Plataformas | PC e PlayStation 5 |
| Previsão de lançamento | 2027 ou 2028 |
| Inspiração temática | Mitos de criação chineses (um “God of War chinês”) |
| Protagonista | Nezha, o primeiro humano, criado pela deusa Nüwa |
| Antagonista | A alma do gigante Pangu, que busca ressurgir |
| Outros heróis | Yi (o arqueiro) e Yu, o Grande |
| Mundo do jogo | Corpo morto de Pangu, com regiões como braços, cabeça e torso |
| Estilos de combate | Punhos (artes marciais), espadas e lança |
| Sistema de combate | Postura dupla (solo e ar), quebra de defesa para combos aéreos |
| Sistema de progressão | Coleção e combinação de Relíquias para obter poderes |
| Recurso especial | Fluid Mystics (poder da água, inspirado em Bruce Lee) |
| Quantidade de inimigos | Mais de 60 tipos diferentes |
| Estrutura do jogo | Linear com hubs para missões secundárias (não é mundo aberto) |
| Duração da história | Cerca de 24 horas (até 75 horas para completar tudo) |
| Quantidade de finais | Três finais diferentes, baseados em escolhas de escola filosófica |
| Motor gráfico | Unreal Engine 5.7 |
| Recursos técnicos | Ray tracing, DLSS/FSR, SSD, funções do DualSense, áudio 3D |
| Meta de performance | 60 FPS no PS5 base e no PS5 Pro |
| Tempo de desenvolvimento | Desde 2023 (cerca de 3 anos) |
| Orçamento declarado | 20 milhões de dólares |
| Modo de dificuldade | Inclui “Modo Moderno” para combos facilitados |
| Personalização | Mais de 20 trajes diferentes para Nezha |
| Conteúdo pós-campanha | New Game+ com incentivo para rejogar e coletar itens de todas as escolas |
Detalhes do enredo e mundo de jogo de GeniGods: Nezha
A história se baseia em mitos de criação da China. O personagem principal é Nezha, uma das figuras heroicas mais conhecidas da mitologia do país, ao lado de Sun Wukong e Yang Jian. A narrativa começa com a deusa criadora Nuwa perto da morte.
Antes de partir, a deusa criou Nezha a partir de argila e água e lhe concedeu poder usando seu próprio coração.
O enredo coloca o jogador na pele do primeiro ser humano em um mundo formado pelo corpo do gigante primordial Pangu. A alma de Pangu agora busca uma ressurreição que destruiria a criação. A missão de Nezha é impedir esse retorno, viajando por diferentes regiões que correspondem às partes do corpo do gigante.
Outros heróis míticos, como Yi (o arqueiro que derrubou nove sóis) e Yu, o Grande (que controlou um grande dilúvio), também farão parte da jornada. Um elemento central é o Coração de Água (tradução livre de “Heart of Water”, que usaremos nesta publicação daqui para frente), um presente de Nüwa que auxilia em combate, exploração e resolução de desafios.

Sistema de combate e pilares da jogabilidade
Os desenvolvedores posicionam o jogo em um gráfico que mede velocidade e estilo próximo a God of War 3. O combate busca equilíbrio entre ação e estratégia, com velocidade inferior a títulos como Phantom Blade Zero ou Devil May Cry.
O combate ocorre em postura dupla, no solo e no ar. Inimigos principais possuem inteligência artificial (IA) que reage às táticas do jogador. O sistema incentiva quebrar a defesa oponente no chão para realizar combos aéreos extensos.
Nezha dispõe de três estilos de luta: artes marciais (punhos), espadas e lança. O jogador enfrentará mais de 60 tipos de inimigos, escolhendo a arma mais adequada para cada situação. A progressão acontece por meio da coleta de Relíquias, que concedem poderes de outros heróis e podem ser combinadas para criar efeitos únicos.
O sistema Fluid Mystics permite a Nezha usar o poder da água sagrada, alterando visual e propriedades dos ataques. As mecânicas são inspiradas na filosofia de Bruce Lee e no Jeet Kune Do, exigindo tempo preciso para defesas e contra-ataques.

Estrutura, conteúdo e suporte técnico do RPG
GeniGods: Nezha não é um mundo aberto. O GOW da China segue uma estrutura linear centrada em missões principais, com hubs que dão acesso a conteúdo secundário e missões ramificadas.
A campanha principal tem duração estimada em 24 horas. Para os jogadores que buscam completar tudo, incluindo a conquista da Platina, o tempo pode chegar a 75 horas.
O jogo terá três finais diferentes, determinados pela escolha do jogador entre três escolas filosóficas sobre como salvar o mundo. Essa decisão também afeta os poderes obtidos e as fases desbloqueadas.
O motor gráfico utilizado é a Unreal Engine 5.7. Os recursos técnicos confirmados incluem ray tracing por hardware, suporte a upscalers DLSS (NVIDIA) e FSR (AMD), otimização para SSD, funcionalidades do DualSense (feedback tátil e gatilhos adaptativos) e áudio 3D via Tempest Engine no PS5. O estúdio planeja oferecer 60 FPS tanto no PS5 amador (base) quanto no PS5 Pro.

Detalhes da produção e design de GeniGods: Nezha
Em uma entrevista, o produtor Yan e o diretor de arte Erdie, da GeniGods Lab, detalharam aspectos do desenvolvimento de GeniGods: Nezha.
O projeto teve início em 2023, acumulando cerca de três anos de produção, com um orçamento total de US$ 20 milhões. O financiamento é majoritariamente do próprio estúdio, com apoio de um investidor global para atividades promocionais.
Sobre a estrutura do jogo, Yan explicou que a missão principal segue um caminho linear, centrado na narrativa e em confrontos com chefes.
Após etapas específicas, o jogador desbloqueia um mundo hub, que serve como ponto de partida para missões secundárias com ramificações. Completar essas missões concede Relíquias e Superpoderes, itens essenciais para preparar o jogador para os desafios principais seguintes.

Visão criativa e sistemas de progressão
Questionado sobre a popularidade dos RPGs de ação chineses, Erdie citou a riqueza de uma cultura milenar com mitos ainda pouco explorados nos jogos.
Apresentar essa nova perspectiva, com narrativas e estéticas originais, gera interesse. O estúdio planeja dedicar uma década ao tema, com uma trilogia já projetada para um mergulho profundo nos mitos de criação.
O sistema de progressão do personagem, conforme Yan, integra três elementos: Relíquias, Equipamentos e Habilidades. Uma habilidade específica é criada ao unir uma relíquia a um superpoder.
O Coração de Água atua como um catalisador para potencializar essas habilidades. A estrutura se assemelha a uma árvore de habilidades, mas com uma configuração própria que será mostrada em detalhes no futuro.
A existência de três finais diferentes está ligada à premissa de um mundo à beira da destruição. Nele, três escolas filosóficas propõem soluções distintas.
A escolha do jogador por uma delas define não apenas o desfecho da história, mas também os poderes recebidos, os estilos de luta disponíveis e até fases exclusivas que serão acessadas durante o jogo.

Relação com outros estúdios e conteúdo pós-campanha
A equipe mantém um diálogo com outros desenvolvedores do cenário chinês, como o time por trás de Phantom Blade Zero, também sediado em Pequim.
Eles enxergam focos complementares: enquanto Black Myth: Wukong se concentra em uma sequência intensa de chefes e Phantom Blade Zero nas batalhas de espada tradicionais, GeniGods: Nezha se dedica aos mitos de criação e ao combate contra seres colossais, com a mecânica central de coletar e combinar Relíquias.
Quanto ao conteúdo após a campanha principal, existe um sistema de endgame. O mecanismo das três escolas filosóficas incentiva o jogador a rejogar (New Game+) para coletar os conjuntos de itens de cada uma.
Na terceira jornada, é possível reunir o conjunto completo, o que concede ao jogador o título de “Premier”, representando a conclusão definitiva de todos os objetivos.
Em certas fases do mundo hub, os jogadores precisam coletar cinco pedras-chave para avançar. A ordem de obtenção dessas chaves é livre, permitindo que o jogador escolha qual chefe enfrentar primeiro.
Como cada chefe tem vulnerabilidades específicas, a estratégia pode variar dependendo das habilidades que o jogador já adquiriu em sua jornada.
O conteúdo secundário é integrado de forma a não quebrar o ritmo da história principal. Os níveis centrais são lineares, mas os mundos hub, uma vez abertos, dão acesso a áreas exploráveis adicionais.
Nessas áreas, encontram-se inimigos únicos e relíquias especiais, muitas vezes obtidas por meio de missões ligadas a figuras mitológicas, oferecendo liberdade de exploração sem desviar do enredo central.
Suporte, acessibilidade e decisões técnicas
A parceria com a Sony tem bases anteriores. A empresa publicou o último jogo mobile do estúdio e ajudou a alcançar a marca de 10 milhões de downloads.
Esse relacionamento abriu portas para discussões mais aprofundadas com a SIE China sobre formas de cooperação para o novo projeto de console e PC.
Para garantir acessibilidade, o jogo contará com um Modo Moderno de dificuldade. Inspirado em recursos de jogos como Street Fighter 6, ele permite executar combos complexos por meio de sequências de botões simplificadas.
Jogadores que preferem controle total podem usar os comandos manuais tradicionais. Um modo de dificuldade adicional e mais desafiador está previsto para o lançamento.
A personalização do protagonista estará presente, com mais de 20 trajes diferentes para Nezha. Parte dessas roupas é inspirada na aparência de outros heróis lendários da China, permitindo que o personagem adote visualmente essas formas icônicas.
Sobre o uso de inteligência artificial no desenvolvimento, Erdie foi claro ao afirmar que a criatividade é um processo humano.
As ferramentas de IA são empregadas apenas como auxiliares, para acelerar a geração de conceitos iniciais ou de materiais de referência para artistas, e para automatizar tarefas repetitivas. Todas as decisões criativas finais e os ativos que compõem o jogo são produzidos pela equipe.
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O jogo não terá um sistema de pontuação tradicional para combos. Em vez disso, o foco é tático. Inimigos possuem uma barra de magia (exibida em azul na interface).
Quando essa barra é quebrada, o inimigo fica vulnerável, sendo atordoado ou lançado ao ar, abrindo uma janela para ataques de grande dano. A mecânica recompensa a criação dessas oportunidades estratégicas.
Para manter a clareza visual durante os combates mais caóticos, o design de efeitos prioriza a legibilidade.
Ataques importantes dos inimigos são precedidos por um destaque visual claro, como um flash vermelho, que sinaliza o momento exato para esquivar ou contra-atacar. Os efeitos são elaborados para serem visualmente atraentes sem obscurecer as informações de jogabilidade.
E, por último, mas não menos importante, quanto ao desempenho, o estúdio confirmou que GeniGods: Nezha terá como meta 60 FPS em todas as plataformas.
Essa taxa de frames se aplica tanto ao PS5 base quanto o PS5 Pro. Uma versão funcional rodando no hardware base já foi apresentada para os parceiros da SIE China.
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Fonte: Wccftech


