A partir desta terça-feira, 14 de outubro, a Microsoft encerra oficialmente o suporte ao Windows 10. Trata-se do sistema operacional mais usado da empresa. Com o fim do suporte, a empresa não mais enviará de atualizações de segurança e desempenho. E isso deve deixar milhões de usuários no mundo todo vulneráveis a ataques cibernéticos.
Usuários domésticos e empresas são atingidos pela decisão e terão de migrar para o Windows 11 ou buscar alternativas seguras. Da sua parte, a KDE já apresentou uma alternativa, enquanto a Microsoft sugeriu que poderá passar a cobrar pelo Windows 11.
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Usuários do Windows 10
Na América Latina, são cerca de 62 milhões de computadores que não atendem aos requisitos mínimos do novo sistema. No Brasil, as estimativas falam em 13 milhões de máquinas em uso corporativo que ainda operam com o Windows 10.
Com o fim do suporte, a projeção de compra de novos equipamentos chega a 30%.
A principal exigência que fez muitos usuários, e empresas, adiaram a atualização foi o TPM 2.0. E alguns dados falam que 43% dos computadores corporativos no mundo não cumprem requisitos como esse.
Para reduzir o impacto, a Microsoft ofereceu o plano pago ESU (Extended Security Updates), com atualizações estendidas até outubro de 2026. O serviço custa US$ 30 (R$ 163,71) anuais para usuários domésticos e US$ 61 (R$ 332,87) por dispositivo corporativo, com o suporte podendo ser estendido até 2028.
Milhões continuarão no Windows 10

É bem provável que muitas empresas e usuários acabem adotando o ESU antes de fazerem a migração de hardware. Conforme uma pesquisa feita pela Which? no Reino Unido, 26% dos participantes revelaram que continuarão a usar o Windows 10 mesmo quando a Microsoft deixar de atualizar o sistema operacional.
Conforme os dados da pesquisa, isso significa mais de 5 milhões de britânicos manterão o sistema em uso, apesar dos riscos.

A mesma pesquisa revela que 39% dos usuários do Windows 10 pretendem migrar para o Windows 11, mas sem mudar de computador. Outros 14% relataram a intenção de adquirir um PC novo. Enquanto isso, 11% ainda não decidiram o que fazer e 6% planejam migrar para outro sistema operacional, como uma distribuição Linux.
Mesmo focada no Reino Unido, a pesquisa reflete algo que deve acontecer ao redor do mundo, pois migrar de sistema operacional não é uma tarefa simples.
No caso de empresas, especialmente onde o número de PCs é muito grande, a troca de computadores ou de versão do Windows requer um planejamento cuidadoso. Afinal, durante a troca, podem surgir brechas de segurança e problemas de compatibilidade.
Opções para Troca
A maioria dos computadores que são comprados montados terão o suporte ao TPM 2.0. E esse tem sido o principal requisito que tem travado a atualização do Windows 10 para o Windows 11.
Caso o usuário tenha dúvidas, ele pode consultar o vendedor ou pesquisar na internet se a placa-mãe que ele está adquirindo tem esse suporte. Porém, é improvável que ele esteja adquirindo um PC completo sem esse suporte.
Na Kabum, é possível adquirir um novo desktop R$ 1.409,00 (Intel Core i5 9400f) ou R$ 1.844,10 (Intel 11ª Geração Core I5 11400f). Modelos Ryzen saem por R$ 2.169,00 (Ryzen 5 5600GT 6 Núcleos 4.40ghz) e R$ 2.309,00 (Ryzen 7 5700g).
Evidente que modelos mais caros também estão disponíveis, principalmente para os que estiverem interessados em um PC Gamer. Também é importante lembrar que periféricos (como monitores) não precisam ser trocados, desde que o novo computador tenha a porta de entrada compatível ou o usuário tenha o cabo adaptador correto.
Fonte: Microsoft.


