Epic admite: problemas de desempenho na Unreal Engine 5 vêm da falta de otimização inicial, diz CEO

Em uma declaração recente, Tim Sweeney, um dos figurões da Epic Games, abordou uma questão frequentemente discutida pela comunidade e Epic admite: problemas de desempenho na Unreal Engine 5 vêm da falta de otimização inicial.

A análise foi compartilhada durante o evento Unreal Fest 2025, em Seul, em conversa com site coreano This Is Game.

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A raiz dos problemas de otimização da UE5

De acordo com Tim Sweeney, a origem principal das dificuldades de desempenho não está diretamente na tecnologia do motor gráfico, mas sim na metodologia de desenvolvimento adotada por muitas produtoras.

A prática de iniciar a criação de jogos em equipamentos de última geração, mas enrolar com a otimização para configurações de hardware mais acessíveis, é apontada como o fator crucial.

Esse hábito faz com que a otimização, uma tarefa complexa e fundamental, seja tratada como baixa prioridade (e deveria ser o oposto), impactando a experiência final em PCs e consoles com menos força bruta.

As estratégias da Epic Games para melhorar o desempenho

Para combater esse problema estrutural, a Epic Games está implementando um plano com duas frentes principais.

A primeira parte do plano se concentra em evoluir a própria Unreal Engine 5, com melhorias no suporte e a introdução de ferramentas de automação.

Esses recursos visam agilizar e simplificar o trabalho dos estúdios com diversos tipos de hardware. A segunda frente é educativa.

A empresa pretende oferecer treinamentos específicos sobre otimização, conscientizando os desenvolvedores sobre a importância de integrar essas práticas desde as fases iniciais de produção.

Sweeney ressaltou que, dada a complexidade atual dos jogos, uma colaboração próxima entre a desenvolvedora do motor gráfico (Epic Games) e as produtoras que o utilizam é indispensável.

Soluções efetivas exigem um esforço conjunto, além de ajustes apenas no nível da engine ou de medidas rápidas e superficiais.

Epic admite problemas de desempenho na Unreal Engine 5; o que o futuro reserva?

Esses esforços já estão em andamento e renderam frutos notáveis. A Unreal Engine 5.6, lançada recentemente, incorpora avanços significativos.

Testes indicam que as melhorias podem resultar em um aumento de desempenho de até 35% no processamento da CPU e até 25% no processamento da GPU.

Esses ganhos, somados a outras otimizações presentes, são passos concretos para garantir que os próximos lançamentos ofereçam uma experiência mais estável e acessível a um público maior, sem comprometer a ambição visual.

Desabafo do redator sobre a Unreal Engine 5

Sou um fã de jogos modernos e tenho uma configuração robusta no meu PC: conto com um processador AMD Ryzen 7 9800XD + RTX 5070 Ti + 32GB de RAM DDR5 (6000 MHz). Para complementar, ainda tenho um SSD NVMe PCIe Gen 4.

Contudo, mesmo com especificações que deveriam sobrar em boa parte dos jogos, jogar algo feito na UE5 é uma luta. Recentemente, estou finalmente terminando Silent Hill 2 Remake e, mesmo após inúmeros patches de correção, os malditos stutterings ainda acontecem mais do que deveria acontecer (nunca).

Precisei otimizar o jogo com mods de terceiros, sendo este um caso mais recente, para resolver defeitos gráficos visuais; todavia, stutterings ainda acontecem, e nada resolveu essa praga totalmente.

Portanto, dadas as afirmações de Sweeney e da Epic Games, só faço um complemento: NÃO, o problema NÃO É somente a otimização baseada apenas em hardwares de ponta.

Relatos recentes, com o novo Metal Gear Solid Delta: Snake Eater, indicaram que até os donos de uma RTX 5090 enfrentam as temidas travadinhas durante o gameplay, quando tentam jogar em 4K + DLAA.

Se duvida da minha afirmação, basta assistir este vídeo e conferir em primeira mão:

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Conclusão e perspectivas sobre o futuro da UE5

Não existe nada melhor do que uma RTX 5090 para o consumidor médio, portanto, essa desculpa de que a otimização é apenas feita para hardwares poderosos não cola, porque o que falta é uma melhoria geral no motor gráfico (assim como estão prometendo), e também na capacitação técnica das empresas de games.

Usando as afirmações de Tim Sweeney, a sua proposta de educar os desenvolvedores com mais proximidade talvez mitigue essa situação.

Sendo assim, resta aguardar para observar o desenrolar desta história. O tempo dirá se a Epic Games finalmente conseguirá resolver a saga dos problemas técnicos encontrados na UE5 (uma engine com MUITO potencial, mas que está sendo desperdiçado).

E aí? O que achou da novidade? Bota fé que a UE5 ainda vai se tornar um motor gráfico com desempenho consistente, mesmo em hardwares menos robustos? Compartilhe o seu ponto de vista e continue acompanhando o Adrenaline!

Fonte: Wccftech

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