Depois de apresentar indícios de poderia ter alguma melhora nos preços, a crise de memórias segue com força, tornando componentes para o PC cada vez menos acessíveis. É por isso que o governo da Coreia do Sul prepara novas medidas para tentar ajudar seus grupos mais vulneráveis, enquanto promete monitorar de perto o mercado.
A primeira iniciativa das autoridades é tentar reciclar melhor sistemas de agências públicas. Estimativas indicam que no ano passado foram jogados 22.000 computadores fora na Coreia do Sul, e mais da metade deles estaria ainda plenamente funcional. A ideia é reaproveitar mais desses PCs para oferecer a pessoas com menos condições.
O governo sul-coreano pretende ainda expandir seus programas atuais de subsídios, informa o Korea Herald. O país já oferece auxílio financeiro para famílias de baixa renda com estudantes que precisam comprar PCs, e pretende atender mais casos assim.
As medidas não se resumem ao mercado de hardware para mitigar o preço de memórias, mas também de internet para garantir o direito à comunicação. As reportagens afirmam que a Coreia do Sul pretende entrar em acordo com suas três maiores operadoras para garantir acesso à internet, mesmo que com velocidade reduzida, até depois de usuários chegarem ao limite de dados.
Autoridades vão monitorar mercado de memórias
Em toda notícia de aumento de preços devido às condições atuais do mercado aparece algum comentário acusando empresas de aproveitarem o momento para lucrar mais com reajustes acima do necessário.

De fato, não é uma impossibilidade, e por isso na Coreia do Sul as autoridades prometeram “monitorar a distribuição e suprimento e condições de demanda nos mercados de PC e notebooks para evitar práticas injustas”, diz reportagem do No Cut News.
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O governo promete “medidas rigorosas” contra práticas anticomerciais e ilegais nesse momento de crise internacional. Vale lembrar que é justamente no país em que estão situadas as maiores empresas de memórias do mundo – Samsung e SK hynix.
Via: Tom’s Hardware

