Yves Guillemot, CEO da Ubisoft e um de seus fundadores, vai ter que comparecer aos tribunais franceses para testemunhar em um julgamento sobre assédio dentro da empresa. Segundo a BMF TV, o executivo vai ter que depor no dia 1º de outubro após ter recebido uma intimação exigindo seu comparecimento.
Guillemot vai ter que compartilhar as informações que sabe sobre um caso que resultou na condenação de três ex-executivos da companhia em julho deste ano. Tommy François, Guillaume Patrux e Serge Hascöet foram condenados a sentenças de prisão suspensas e ao pagamento de multas por criar um ambiente abusivo dentro da desenvolvedora.
A convocação do CEO da Ubisoft é resultado de um pedido feito pelo sindicato Solidaires Informatique, em conjunto com outras quatro pessoas envolvidas no julgamento. Em um comunicado à VGC, a companhia não confirmou se o executivo vai atender à intimação, mas se disse compromissada a continuar colaborando com a justiça.
Ubisoft afirma que não tem responsabilidade sobre o caso
A Ubisoft também afirmou que, em um momento anterior do julgamento, os tribunais franceses já haviam decidido que uma investigação criminal contra ela não seria necessária. A decisão inclusive foi reforçada durante a divulgação da sentença relacionada aos três acusados.

Nossa maior prioridade é garantir a proteção absoluta da integridade física e moral de nossos funcionários, através de uma política de prevenção e tolerância zero no que diz respeito a assédio moral ou sexual, comportamentos sexistas, insultos ou discriminações de qualquer tipo
Cecile Russeil, vice-presidente executiva da Ubisoft
Os casos de assédio se tornaram públicos em 2020, pouco antes da realização de um grande evento por parte da empresa. Na época, Guillemot afirmou que não tinha conhecimento sobre os abusos que estavam sendo cometidos na corporação, e agiu rapidamente para demitir os responsáveis assim que soube do caso.
No entanto, muitos acreditam que isso não era necessariamente verdade, especialmente dada a proximidade entre o CEO e Hascöet, até então considerado seu braço-direito. Em 2022, funcionários da empresa relataram que, apesar da repercussão do caso, nada havia mudado de relevante dentro da desenvolvedora.
Fonte: VGC


