CEO da NVIDIA, Jensen Huang, diz que IA impulsionará setores técnicos como encanadores e eletricidades

O CEO da NVIDIA, Jensen Huang afirmou nesta quarta-feira (21) no Fórum Econômico Mundial em Davos que a IA da NVIDIA vai impulsionar a criação de empregos para eletricistas e encanadores devido à necessidade histórica de expansão física para sustentar a tecnologia global agora. Durante sua participação, ele explicou que a construção de novos data centers exigirá uma mão de obra técnica qualificada que já está vendo seus salários dobrarem para atender a demanda por infraestrutura.

Em conversa com Larry Fink, CEO da BlackRock, o executivo buscou acalmar os ânimos sobre o fim das profissões tradicionais. Segundo ele, encanadores, eletricistas e operários da construção civil poderão alcançar rendas de seis dígitos anuais graças à necessidade de erguer centros de dados. Estamos vendo um boom bastante significativo nessa área. Os salários quase dobraram. Todos deveriam ser capazes de ter uma ótima renda. Não é preciso ter um doutorado em ciência da computação para isso, destacou o CEO.

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A valorização do trabalho manual na era digital

Para o líder da gigante dos semicondutores, a nvidia ia critica narrativas pessimistas ao mostrar que a revolução digital depende fundamentalmente de materiais físicos como tijolos, fiação e sistemas hidráulicos complexos. Huang descreveu esse movimento como a maior implantação de infraestruturas da história da humanidade, citando que trilhões de dólares serão investidos em energia e componentes eletrônicos para que as IAs generativas continuem funcionando globalmente.

Para ilustrar o impacto financeiro dessa transição nos próximos anos, veja as projeções do setor:

Segmento de InvestimentoValor EstimadoImpacto no Mercado
Chips para Data CentersUS$ 200 bilhões em 2025Treinamento de modelos massivos
Locação de Espaço FísicoUS$ 500 bilhõesDemanda por infraestrutura de gigantes
Salários de OfíciosSeis dígitos (em dólares)Valorização de técnicos e operários

Essa visão de crescimento físico é compartilhada por outros nomes do setor tecnológico presentes na Suíça. Michael Intrator, da CoreWeave, reforçou a necessidade urgente de profissionais que saibam lidar com a parte física de montagem industrial. Para ele, o dia do juizo final das ia jamais vai acontecer justamente porque a tecnologia cria novas dependências humanas em áreas que antes eram ignoradas pelo Vale do Silício, focando no suporte básico e material.

O contraste com os trabalhadores de escritório

Além da infraestrutura, outros executivos como Alex Karp, da Palantir, elogiaram a formação técnica local. Karp sugeriu que a inteligência artificial criará tantos empregos locais que poderia reduzir drasticamente a necessidade de imigração em massa. A corrida para construir esses centros envolve empresas como Microsoft, Meta e Amazon, que já destinaram centenas de bilhões para locação de espaços físicos, o que acaba beneficiando diretamente os profissionais que mantêm essas estruturas:

  • Eletricistas: Responsáveis pela fiação de alta potência dos clusters.
  • Encanadores: Essenciais para sistemas complexos de refrigeração líquida.
  • Trabalhadores Civis: Necessários para erguer as bases físicas dos servidores.

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Por outro lado, o impacto para quem trabalha exclusivamente em escritórios pode ser mais severo. Dario Amodei, CEO da Anthropic, alertou no mesmo evento para um possível banho de sangue entre trabalhadores de colarinho branco. Ele prevê que a tecnologia possa eliminar até 50% das vagas de nível inicial. Estamos entrando em um mundo em que os engenheiros de software de nível júnior estão começando a ser realizados, em grande parte, por sistemas de IA, ponderou o executivo da área.

Geopolítica e a expansão global de hardware

No campo geopolítico, a empresa ainda navega por águas complexas para garantir o fornecimento global de seus componentes. Huang planeja visitar a China para estabilizar o mercado de chips, após novas diretrizes de exportação dos EUA. A companhia aguarda permissão para vender o chip H200 para uso comercial no início de 2026. Gigantes como Alibaba e ByteDance já manifestaram interesse em encomendar centenas de milhares de unidades, o que demandará ainda mais infraestrutura física pesada.

Fonte: Insider

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