Em uma atualização oficial divulgada ontem (6), a DICE explicou como as métricas da fase Open Beta moldaram as decisões que chegarão ao lançamento de Battlefield 6 em 10 de outubro.
Entre os destaques, está a afirmação de que Open Weapons representa “o caminho certo”, embora playlists Closed Weapons continuem disponíveis para quem prefere a experiência tradicional.
O que revelou a beta?
A fase de testes mostrou mais de 92,3 milhões de horas jogadas entre sessões do Open Beta e do programa Battlefield Labs. Por meio dessas partidas e das sessões de Labs com a comunidade, a DICE avaliou dois formatos de regras:
- Open Weapons: qualquer classe pode usar praticamente qualquer arma.
- Closed Weapons: cada classe tem restrições de arsenal, como no modelo clássico.
A proposta era verificar se manter os dois tipos de playlist seria viável sem comprometer o que define um Battlefield.
Comparativo das métricas entre playlists
Escolha de classes
Segundo os dados, a escolha de classes variou pouco entre playlists — as diferenças ficaram em torno de 1 a 2 %. Isso indica que o tipo de arma disponível não teria sido o fator decisivo para quebras drásticas na ocupação de classes.
Desempenho: kills por hora
O número de eliminações por hora permaneceu praticamente igual entre os formatos, com vantagem mínima para Open Weapons: +0,2 em Conquest e +0,1 em Breakthrough.
Duração das partidas
Partidas nas playlists Closed Weapons foram um pouco mais longas — entre 30 a 45 segundos — o que equivale a um acréscimo de cerca de 3,75% na duração geral dos modos Breakthrough e Conquest.
Revives
A taxa de ressuscitações foi ligeiramente superior em Closed Weapons: +3% em Breakthrough e +2% em Conquest — alinhada ao fato de partidas mais longas favorecem mais oportunidades de reviver.
Uso de armas “signature” vs. não signature
Nos playlists Open Weapons, mais jogadores optaram por armas fora das armas de classe (“non-signature”). Ainda assim, entre os jogadores da classe Recon, a preferência por sniper rifles manteve-se idêntica nos dois formatos.
De modo geral, a DICE afirmou que “não houve um único arquétipo de arma dominante” — indicando que os jogadores experimentaram diversas opções.
Tempo em combate
A equipe apontou que o tempo efetivo de combate entre ambos os formatos apresentou diferenças muito pequenas — deveriam ser frações percentuais. Ao arredondar, os valores seriam praticamente iguais.
Por que a DICE aposta no formato aberto
Na própria comunicação, a DICE destaca que “a vasta maioria dos jogadores, após experimentar ambos os tipos de playlist, escolheu permanecer com Open Weapons”.
Esse fato é apontado como argumento central para afirmar que Open Weapons “é o caminho certo” para Battlefield 6.
Isso reforça nossa crença de que o sistema Open Weapons é o caminho certo para o futuro de Battlefield 6. Ao mesmo tempo, reconhecemos que alguns jogadores preferem a experiência Closed Weapons
Mesmo assim, a DICE reconhece o apelo dos jogadores mais tradicionais, assegurando que playlists oficiais em Closed Weapons estarão disponíveis no lançamento também.
Além disso, os mutators de Closed Weapons permanecerão dentro do Portal, o sistema de personalização de modos da comunidade, para que os jogadores possam criar e compartilhar experiências nesse estilo clássico.
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Open vs. closed: o que são e por que isso importa
Como vimos acima, em Battlefield 6 a DICE decidiu apostar no formato Open Weapons, em que qualquer classe pode usar qualquer arma — um sistema mais livre, inspirado em shooters modernos.
Já o modelo Closed Weapons segue o formato clássico da franquia, com armas restritas por classe, reforçando a função de cada soldado em equipe: o Assault continua voltado ao combate direto, o Engineer aos veículos, o Support ao fornecimento de munição e o Recon à precisão de longa distância.
Essa distinção define o ritmo das partidas: o sistema Open valoriza a liberdade de personalização, permitindo que cada jogador monte o loadout que quiser. Em contrapartida, o Closed promove um jogo mais tático e cooperativo, já que limita o poder individual e exige coordenação entre classes. Por isso, a escolha entre um e outro sempre foi tema de debate entre veteranos e novatos da série.
Evolução do sistema de armas na franquia Battlefield
| Jogo / Ano | Sistema adotado | Características principais | Impacto no gameplay |
|---|---|---|---|
| Battlefield 3 (2011) | Closed Weapons | Classes rígidas e armas exclusivas por função | Enfatizou o trabalho em equipe e a especialização |
| Battlefield 4 (2013) | Semi-aberto | Introduziu as “all-kit weapons”, como carbines e shotguns usáveis por todas as classes | Maior flexibilidade, sem abandonar papéis tradicionais |
| Battlefield 1 (2016) | Closed Weapons | Retorno a funções bem definidas, com armas históricas específicas | Reforçou a identidade de classe e o equilíbrio entre funções |
| Battlefield V (2018) | Closed Weapons aprimorado | Introduziu “funções de combate” (Combat Roles) dentro das classes | Mais profundidade estratégica, mas ainda limitado por kit |
| Battlefield 2042 (2021–2023) | Open Weapons total | Sistema de Especialistas permitia qualquer arma em qualquer função | Aumentou a liberdade, mas gerou críticas por diluir a identidade das classes |
| Battlefield 6 (2025) | Híbrido (Open e Closed) | DICE mantém ambos os modos, priorizando o formato aberto e oferecendo o clássico em playlists e no Portal | Combina liberdade moderna com opções tradicionais para agradar diferentes perfis |
O impacto no meta do jogo
O novo formato tem consequências diretas no equilíbrio entre liberdade e identidade. Com o modelo Open, engenheiros podem usar rifles de assalto, médicas podem equipar metralhadoras leves e snipers podem experimentar armas automáticas — o que altera o comportamento do campo de batalha e reduz a dependência entre classes. Já o Closed Weapons valoriza o estilo clássico, com papéis claros e maior necessidade de cooperação entre esquadrões.
A divisão escancara as duas filosofias diferentes dentro da comunidade Battlefield: a liberdade criativa dos novos jogadores e a nostalgia estratégica dos veteranos. Ao manter ambos os sistemas no lançamento, a DICE tenta equilibrar inovação e tradição — e transformar o debate em escolha, não imposição.

Ajustes nos menus, playlists e no mecanismo de partida
Com base no feedback da comunidade, a DICE realizará adaptações no menu e no sistema de matchmaking:
- Todos os mapas estarão disponíveis em todas as playlists a partir do lançamento.
- Haverá playlists dedicadas para modos como Conquest, Breakthrough e Escalation, mas também playlists combinadas (por exemplo, Conquest & Escalation, Breakthrough & Rush) para evitar interrupções no matchmaking ao trocar de modo.
- No menu, a seção “Portal” passa a se chamar Community, onde estará em destaque o Server Browser (navegador de servidores).
- Modos verificados como Breakthrough, Conquest e Rush serão oficialmente suportados no Server Browser, possibilitando até experiências Hardcore.
- O Custom Search (Busca Personalizada) permite que o jogador selecione combinações de mapa e modo e seja encaixado em partidas compatíveis — quanto mais abertas as escolhas, maior a chance de encontrar uma partida rapidamente.
O que chega no patch de lançamento
Para o dia 10 de outubro, mais de 200 correções, ajustes e polimentos serão implementados. Dentre os destaques:
- Movimentação mais responsiva e fluidez aprimorada
- Recuo (recoil) redistribuído para favorecer disparos controlados em longo alcance
- Correções em visuais e funcionamento de anexos de armas
- Refinamentos em gadgets como o LTLM II (Laser Designator)
- O MBT-LAW será o lançador padrão da classe Engenharia, com trajetória mais precisa
- O míssil MAS 148 Glaive terá trajetória otimizada e visual de zoom melhorado
- Beacons de implantação passam a ser limitados a um por jogador (até 4 por esquadrão)
- Mapas Rush e Breakthrough serão revisados para equilibrar ofensiva e defensiva
- Melhorias no mapa Operation Firestorm para evitar spawn kills e bugs fora dos limites
- Interface e HUD mais claras, com novas opções de minimapa e navegação de loadout
- Ajustes de controles e acessibilidade (ex: câmera, sliders de volume)
- Otimizações de rede, reduzindo desync e casos de dano “invisível”

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Olhando além do lançamento
A atualização também revelou um plano ambicioso para pós-lançamento:
- A Temporada 1 estreia em 28 de outubro, com novos mapas, armas e conteúdos gratuitos.
- Entre as ideias futuras estão modos adicionais, possivelmente um Battle Royale próprio para Battlefield, e até combates navais.
- Há também pedidos antigos da comunidade sobre o retorno de um helicóptero icônico (Little Bird) e o sistema de platoons (clãs) — ambos mencionados no comunicado como “não ignorados”.
O jogo chega oficialmente em 10 de outubro de 2025, com versões para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC (EA App, Steam e Epic Games Store).
Fonte: Electronic Arts


