Só 3,3% pagam pelo Copilot e Microsoft começa a torná-lo opcional no Windows 11

Uma boa notícia para aqueles que não são entusiastas de IA: a Microsoft transformou em política oficial a remoção completa do aplicativo Copilot no Windows 11.

A medida, distribuída na atualização de abril, alcança tanto ambientes corporativos quanto instalações pessoais nas edições Home e Pro, que passam a tratar o assistente de inteligência artificial como um aplicativo comum na seção de Configurações.

A nova política Remove Microsoft Copilot app e como fazer uma remoção manual

Caso queira remover o Copilot do seu Windows 11, siga estas dicas a seguir:

Método de remoçãoPúblico-alvoCaminho ou políticaCondições para funcionar
Configurações do sistemaUsuários das edições Home e ProConfigurações > Aplicativos > Aplicativos Instalados. Busque por Copilot e selecione Desinstalar.
Diretiva de GrupoAdministradores de TIPolítica “Remove Microsoft Copilot app” em:

Configuração do Usuário > Modelos Administrativos > Componentes do Windows > Windows AI.

Microsoft 365 Copilot e Microsoft Copilot instalados, usuário não fez instalação manual e app não foi aberto nos últimos 28 dias.
Registro do WindowsAdministradores de TIAplicação da mesma política “Remove Microsoft Copilot app” por meio de chaves no Registro do Windows.As mesmas condições da Diretiva de Grupo precisam ser atendidas.

O histórico de integração forçada e as soluções alternativas que deixam de ser necessárias

Desde 2023, a Microsoft embutiu o Copilot na barra de tarefas, no Edge, no Bloco de Notas, nos aplicativos do Office e no Outlook, com execução em segundo plano ativada por padrão.

Até esta atualização, eliminar a ferramenta exigia scripts em PowerShell, ferramentas de terceiros ou alterações manuais no registro. A mudança transforma o procedimento em funcionalidade oficial com suporte documentado.

O que os números de adoção revelam sobre a base de usuários do Microsoft 365

O cenário de uso ajuda a contextualizar a decisão. Do total aproximado de 450 milhões de assentos do Microsoft 365, 15 milhões correspondem a assinaturas pagas do Copilot.

Entre os usuários com acesso ao Copilot Chat, apenas 3,3% escolheram a versão paga.

Os próprios termos de serviço da Microsoft classificam o Copilot como ferramenta para fins de entretenimento, uma definição que entre em atrito com o posicionamento de “produto de produtividade”, vendido por R$ 120,20 mensais no formato Microsoft 365 Copilot para Empresas.

Limpeza do Windows 11 e a lógica das descontinuações anteriores

A opção de desinstalação faz parte de um esforço mais amplo de redução de componentes pré-instalados no Windows 11. O WordPad foi descontinuado em 2024. Não menos importante, o aplicativo Dicas foi removido e a Cortana, descontinuada.

A mesma lógica se aplica agora ao Copilot: um recurso que permanece intocado gera atrito em vez de engajamento, e forçá-lo à base de usuários produz um impacto na imagem da empresa que supera o benefício da presença obrigatória.

A pressão dos administradores corporativos e o limite de 28 dias de inatividade

Administradores de TI que gerenciam milhares de dispositivos manifestaram objeções consistentes à distribuição do Copilot em ambientes gerenciados sem controles adequados.

A janela de 28 dias que condiciona a remoção via Diretiva de Grupo atua como segurança: qualquer abertura do aplicativo nesse período bloqueia a desinstalação automática, preservando o software para quem demonstrou engajamento mínimo enquanto permite eliminá-lo das máquinas nas quais nunca foi utilizado.

Recursos de IA que permanecem ativos no sistema

Remover o aplicativo Copilot desativa a interface de chat dedicada, mas não retira os componentes de IA incorporados a outras partes do Windows.

As sugestões de IA na busca do menu Iniciar, as funcionalidades assistidas por IA no Paint e no Fotos e a integração do Copilot no Edge continuam funcionando normalmente, mesmo se você desinstalar a ferramenta, usando as dicas acima.

Leia mais

Revisão da estratégia de IA, custos com modelos externos e o movimento da indústria

A Microsoft redireciona simultaneamente sua estratégia de inteligência artificial. A companhia lançou a própria família de modelos MAI para reduzir a dependência da OpenAI e cortou licenças internas do Claude Code após os custos se mostrarem difíceis de justificar.

O movimento não é isolado somente ao contexto atual da Microsoft. O GitHub congelou novas inscrições do Copilot quando o uso de IA agêntica pressionou a economia do modelo de precificação.

Outros gigantes também estão lidando com dificuldades inesperadas. O Google está enfrentando resistência com suas novidades altamente impulsionadas por IA. Já a Apple fechou um acordo de US$ 250 milhões em um processo sobre alegações exageradas de inteligência artificial.

Para finalizar, ressaltamos que o botão de desinstalação do Copilot representa uma boa opção tanto para os executivos da Microsoft quanto para os usuários.

Uma companhia que investiu US$ 13 bilhões na OpenAI sinaliza, por meio dessa mudança, que a versão atual do assistente ainda não conquistou permanência obrigatória no PC dos seus fiéis usuários.

E aí? Qual é a sua opinião sobre este assunto? Compartilhe o seu ponto de vista e continue acompanhando o Adrenaline!

Fonte: TheNextWeb (TNW)

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