Um novo método de inicialização usando Linux, disponibilizado no mês passado, aumentou as possibilidades para donos de PlayStation 5 que mantiveram versões antigas do firmware do console.
A ferramenta permite converter o sistema em um PC funcional, e os especialistas em tecnologia da Digital Foundry exploraram essa capacidade para conduzir um teste de path tracing que revelou resultados inesperados para um hardware originalmente projetado para jogos sem esse recurso.
Comportamento do PlayStation 5 com path tracing nos três títulos analisados
Os três jogos selecionados representam diferentes gerações da implementação de path tracing em PCs, e todos executaram a técnica no console da Sony. A experiência, no entanto, variou de forma significativa conforme o título.
| Jogo | Resolução e tecnologia de reconstrução | Taxa de quadros | Observação técnica |
|---|---|---|---|
| Quake II RTX | 4K nativa | 10 FPS | Configurações padrão, iluminação global média |
| Quake II RTX | TAAU para 4K (escala 50%, 1080p base) | 40 FPS (média) | Melhora significativa em relação à 4K nativa |
| Quake II RTX | Dynamic Resolution Scaling (DRS), limite inferior de 25% (540p) | 60 FPS | Qualidade visual sustentaria um lançamento oficial para PS5 e Xbox Series X|S |
| Portal RTX | TAAU para 1080p (540p internos) | 30 FPS (máximo) | Remoção de ruído; upscaler dedicado atenuaria o problema |
| Cyberpunk 2077 (RT Overdrive) | 1080p com XeSS Performance | 22,6 FPS (média) | Resultado respeitável para hardware sem design voltado a path tracing |
| Cyberpunk 2077 (RT Overdrive) | 1920×800 (348p internos com XeSS Performance) | 26,9 FPS (média) | Resolução de saída reduzida para ganho de desempenho |
| Cyberpunk 2077 (RT Overdrive + mod PT Optimized) | 1920×800 (348p internos com XeSS Performance), ricochete de raios reduzido de 2 para 1 | 35,5 FPS (média) | Melhoria de 32% com a otimização do mod |
| Cyberpunk 2077 (RT Overdrive + mod PT Optimized + AMD FSR 3.1 Frame Generation) | 1920×800 (348p internos com XeSS Performance) | 70 FPS (reportado) | Quadros interpolados não exibem correção visual adequada; percepção de taxa real inferior |

Diferença técnica entre os jogos e o papel de cada um no experimento
Quake II RTX marca o primeiro grande lançamento comercial a adotar path tracing e, apesar da idade do jogo base, a iluminação renovada transforma a experiência.
Logo após, Portal RTX estreou o uso da plataforma RTX Remix da NVIDIA para remasterização de títulos clássicos. E, o (hoje) queridinho Cyberpunk 2077, com o modo RT Overdrive, é posicionado como o teste mais exigente entre os três.
O comportamento de Quake II RTX no console indica que desenvolvedores de jogos indies, trabalhando com assets que não exigem tecnologia de última geração, poderiam viabilizar suporte a path tracing no sistema com resultados satisfatórios.
Por sua vez e não menos importante, Portal RTX demonstrou viabilidade técnica, mas a combinação de visual pouco refinado e taxa de quadros no limite do aceitável não pode ser recomendada como uma experiência que jogadores escolheriam com boa vontade.

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Implicações para o PS5 Pro e o PS6
Os especialistas da Digital Foundry apontaram que o resultado deste teste teria resultados diferentes no PS5 Pro (ou simplesmente PlayStation 5 Profissional, como eles gostam de brincar).
O hardware com ray tracing aprimorado, combinado com a tecnologia PSSR 2 (PlayStation Spectral Super Resolution), alteraria o nível de desempenho, como demonstrou a apresentação técnica com path tracing de F1 25 durante a GDC 2026.
O PS6, previsto para entregar um salto significativo em desempenho de ray tracing aliado ao PSSR atualizado, cria expectativas reais de que jogos da próxima geração oferecerão suporte a path tracing de alguma forma.
E aí? O que achou da novidade? Acredita que, com os resultados positivos no PS5 Amador, o PS5 Pro realmente poderia viabilizar path tracing nos consoles? Compartilhe o seu ponto de vista nesta publicação e continue acompanhando o Adrenaline!
Fonte: WCCFtech


