Resident Evil Requiem teve um “capítulo fantasma” cortado durante produção

Alternando entre os pontos de vista de Grace Ashcroft e Leon S. Kennedy, Resident Evil Requiem chegou às lojas no começo de 2026 oferecendo uma aventura com cerca de 10 horas de duração. No entanto, o diretor do jogo explica que a versão original da história era mais extensa graças a um “capítulo fantasma” que acabou cortado do título que chegou às lojas.

Em uma entrevista à Denfaminico Gamer, Akifumi Nakanishi explicou que o mesmo aconteceu com Resident Evil 7, capítulo que ele também comandou. “Era uma cena na qual você se movimenta do primeiro anexo para o prédio principal. Mas, na verdade, também houve um Capítulo 2 fantasma em Requiem”.

Imagem: Divulgação/Capcom

Segundo o diretor do jogo mais recente, a existência do trecho que foi eliminado da versão final não significa necessariamente que ele foi desenvolvido. Nakanishi explica que, durante o processo de planejamento de um game, é natural que as coisas mudem. Assim, certos eventos podem mudar de ordem, bem como serem deixados de lado completamente.

Jogadores de Resident Evil Requiem preferem câmera em terceira pessoa

Durante a entrevista, o diretor de Resident Evil Requiem comparou o processo de fazer um game a editar um vídeo ou um texto. “Gravamos muitas imagens, as organizamos e pensamos se a mensagem pretendida é transmitida, como é o ritmo e o interesse, e então cortamos qualquer coisa desnecessária”.

Surpreendentemente, algumas vezes o resultado é melhor se certos elementos são omitidos. A subtração é realmente importante”, explicou. Ele também afirmou que parte de seu trabalho na série se baseia no fato de que ela pode parecer difícil, mas também precisa ser compreendida pelo público mais casual.

Resident Evil Requiem teve um “capítulo fantasma” cortado durante sua produção
Imagem: Divulgação/Capcom

Durante a mesma entrevista, Nakanishi explicou que a maioria do público de Resident Evil Requiem optou pela câmera em terceira pessoa — especialmente ao jogar com Leon. Enquanto o jogo recomenda encarar as missões de Grace em primeira pessoa, somente 60% do público atendeu a esse pedido.

Segundo o diretor, as estatísticas variam conforme a região: na Ásia e no Japão, por exemplo, a visão em terceira pessoa tem maior preferência do público. Já entre aqueles que jogaram o título na PC com mouse e teclado, há uma maior tendência a escolher a perspectiva mais intimista e que mostra a ação pelos olhos dos personagens.

Fonte: PC Gamer, VGC

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