EXCLUSIVO | Conversamos com Felix Schade, criador do game Morbid Metal

Você já se perguntou como uma ideia de faculdade se transforma em um jogo de ação ambicioso apoiado por gigantes da indústria? De certa maneira, essa é um pouco da história de Morbid Metal, game desenvolvido pela pequena Screen Juice e publicado pela Ubisoft.

O título será lançado em acesso antecipado no próximo dia 8 de abril, mas já tivemos a oportunidade de conferir uma prévia do que vem por aí. Aliás, umas versão demo também está disponível para download na Steam, e a vale a pena conhecer o game.

Na última semana, tive a oportunidade de conversar com Felix Schade, o desenvolvedor por trás de Morbid Metal, que nos contou sobre o longo e fascinante processo de criação que já dura cerca de uma década.

O início inesperado: do origami ao hack and slash

A semente de Morbid Metal foi plantada durante a candidatura de Felix para o curso de Game Design, isso lá em 2015. Curiosamente, o conceito original dele era de criar um jogo de plataforma com temática de origami, onde o jogador alternava entre diferentes figuras de papel.

Embora o protótipo tenha funcionado bem durante seus estudos, Felix sentiu que o tema não refletia totalmente seu gosto pessoal como jogador. Foi então que ele decidiu mudar o gênero, inspirando-se em títulos que amava, como Devil May Cry e Nier: Automata, injetando uma jogabilidade de ação acelerada no projeto.

Felix Schade, criador de Morbid Metal. Imagem: Reprodução/X/@PHO3LIX_

A mecânica de “shapeshifting”: o diferencial

O coração de Morbid Metal reside na capacidade de trocar de personagens instantaneamente para combinar habilidades e criar combos devastadores. Segundo Felix, essa mecânica de “troca de forma” (shapeshifting), aliada à estrutura roguelike, é o que torna o jogo verdadeiramente único.

“Acredito que Morbid Metal seja um projeto verdadeiramente único… Eu não acho que ele se pareça com qualquer outra coisa no momento.”

Imagem: Divulgação/Ubisoft.

Equilibrando técnica e acessibilidade

Para os novos jogadores, Felix explica que o jogo possui um ponto de entrada amigável. É possível progredir inicialmente apenas apertando botões de forma básica, mas o jogo “clica” de verdade quando o jogador entende o valor estratégico da troca de personagens.

Para os veteranos, o teto de habilidade é alto, permitindo combos complexos que podem aniquilar inimigos sem que eles toquem o chão.

Dominar as trocas é, nas palavras de Felix, a “maneira correta” de jogar, embora o sistema permita que os jogadores explorem o combate livremente, até mesmo focando em um único personagem se assim desejarem.

Imagem: Divulgação/Ubisoft

Do desenvolvimento solo à Ubisoft

O que começou como um projeto para impulsionar sua carreira individual acabou crescendo além das expectativas. Após trabalhar em tempo integral no projeto e receber feedback positivo online, Felix atraiu o interesse de editoras e conseguiu o apoio da Ubisoft.

Esse financiamento permitiu a fundação de seu próprio estúdio e a contratação de uma equipe para concretizar sua visão. Desde então, foram muitos anos trabalhando com uma equipe pequena e enxuta (são apenas 10 pessoas) para entregar o que vem sendo apontado como um frescor de novidade no gênero.

Imagem: Divulgação/Ubisoft

O que vem por aí?

Atualmente, o jogo conta com três personagens na versão de prévia, mas Felix confirmou que mais personagens serão adicionados durante o período de Acesso Antecipado. O foco continua sendo expandir esse sistema de combate, que Felix Schade descreve não apenas como uma mecânica, mas como o próprio mundo a ser explorado no jogo.

Morbid Metal é um testemunho de persistência e evolução criativa, provando que, com paixão e perseverança, uma ideia universitária pode se tornar o próximo grande sucesso do gênero hack and slash. Não é um jogo de milhões, mas é eficiente o suficiente para abrir as portas de uma nova franquia.

Morbid Metal chega no dia 8 de abril em versão para PC (Steam) em Acesso Antecipado.

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