Anunciado pela NVIDIA na última terça-feira (13), o DLSS 5 tem rendido várias críticas por sua capacidade de transformar completamente games, os deixando com visuais um tanto uniformes. Enquanto a empresa afirma que já firmou parcerias com a Ubisoft, Capcom, Bethesda e outras empresas para o uso da tecnologia, muitas pessoas que trabalham para esses estúdios não faziam ideia de que isso iria acontecer.
Segundo fontes consultadas pelo Insider-Gaming, muitas das pessoas que trabalharam nos títulos exibidos durante a GTC 2026 descobriram sobre o novo recurso junto ao público. Isso ajuda a explicar a aplicação um tanto uniforme da novidade, que parece ter sido feita por membros da própria NVIDIA.
“Descobrimos ao mesmo tempo que o público”, afirmou um desenvolvedor da Ubisoft que concordou em falar sob anonimidade. O site explica que teve respostas semelhantes de funcionários da Capcom, que não necessariamente aprovaram o uso de Resident Evil Requiem para a divulgação do DLSS 5.
NVIDIA tenta mudar impressões sobre o DLSS 5
O Insider-Gaming afirma que a decisão deve gerar algumas polêmicas internas na Capcom, especialmente dado a resistência histórica de seus desenvolvedores em usar técnicas de inteligência artificial (IA) generativa. Assim, parece ter sido uma decisão unilateral da gerência do estúdio a decisão de se aliar com a NVIDIA para divulgar o DLSS 5.
Embora a novidade tenha sido apreciada por parte do público, ela também foi responsável por gerar memes depreciativos e muitas observações contrárias. Em resposta, o CEO da NVIDIA, Jensen Huang, afirmou que os críticos “estão completamente errados” sobre a tecnologia.
Segundo ele, o DLSS 5 oferece uma “IA generativa com controle de conteúdo”, e estúdios vão ter grande controle sobre os resultados apresentados em seus jogos. Assim, questões como a uniformidade e o fotorrealismo exagerado das primeiras exibições devem mudar em questão de pouco tempo.
A corporação afirma que a tecnologia vai fazer sua estreia oficial em algum momento do outono do hemisfério norte, que começa no mês de setembro. Até lá, suas equipes prometem fazer vários ajustes tanto na maneira que ela funciona quanto em suas exigências técnicas — durante a GTC 2026, a técnica dependeu de duas GPUs RTX 5090 para funcionar corretamente.
Fonte: Insider-Gaming


