Apresentado oficialmente pela NVIDIA na última segunda-feira (16), o DLSS 5 gerou grande controvérsia por sua capacidade de transformar completamente jogos. Enquanto alguns elogiaram a tecnologia e seu foco no fotorrealismo, muitos críticos afirmaram que ela deixa games com a cara de “AI Slop” e destrói suas direções artísticas.
Entre aqueles que são favoráveis à novidade está, obviamente, Jensen Huang, CEO da companhia. Questionado sobre as críticas de alguns jogadores, o executivo afirmou que eles “estão completamente errados” sobre a nova solução. Ele também reforçou que desenvolvedores vão ter grande controle sobre o resultado apresentado por seus jogos.
“A razão para isso, conforme expliquei cuidadosamente, é que o DLSS 5 funde o controle da geometria e das texturas e tudo sobre o game com a IA generativa”, explicou Huang. Ele também explicou que a tecnologia generativa pode ser “finamente ajustada” para combinar melhor com o estilo visual de cada obra.
DLSS 5 não é pós-processamento, afirma NVIDIA
O CEO da NVIDIA também afirmou que o DLSS 5 não atua como uma solução de pós-processamento. Segundo ele, a novidade oferece o “controle generativo no nível da geometria”. “Tudo isso está no controle — controle direto — do desenvolvedor do game… Isso é muito diferente da IA generativa; é uma IA generativa com controle de conteúdo. É por isso que chamamos de renderização neural”.
As declarações do executivo ajudam a esclarecer um pouco o funcionamento da tecnologia, mas não devem eliminar as críticas feitas a ela. Parte do motivo para isso está o fato de que os games usados durante o anúncio da empresa ficaram com visuais bastante semelhantes entre si após as transformações demonstradas por ela.
Ao mesmo tempo que defende o DLSS 5, a NVIDIA garante que a tecnologia ainda vai passar por algumas evoluções antes de fazer sua estreia. Ela também explicou que parceiras como Capcom, Bethesda e Ubisoft pretendem trazer a novidade para jogos que já estão no mercado, como Starfield e Assassin’s Creed Shadows.
No entanto, a maior mudança que a corporação pretende fazer é no quesito desempenho. Enquanto na GTC 2026 a novidade dependeu de duas RTX 5090 para funcionar, a promessa é que sua versão final vai poder rodar bem em setups com uma única GPU, que não vai precisar necessariamente ser top de linha.


