Sam Altman afirmou, em uma nova entrevista, que aposta que uma nova arquitetura de Inteligência Artificial está a caminho. E essa novidade representará uma grande evolução, assim como os Transformers representaram em relação à Memória de Longo Prazo (LSTM).
Além disso, os modelos de ponta atuais já possuem o poder de processamento necessário para nos ajudar a pesquisar essas ideias. E ele aconselha a usar a Inteligência Artificial atual para dar o próximo grande passo adiante.
Para complementar a aposta de Altman, o Morgan Stanley prevê um grande avanço na IA impulsionado por um enorme aumento na capacidade computacional dos principais laboratórios dos EUA.
O banco de investimentos fez o alerta destacando uma entrevista recente com Elon Musk, na qual o dono da Tesla afirmou que aplicar dez vezes mais poder computacional ao treinamento de modelos de aprendizado de máquina (LLM) dobrará efetivamente a “inteligência”.
Em, suma, essa previsão é baseada na premissa de que as leis de escalabilidade irão se manter firmes.
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Obstáculos
Atualmente, o maior desafio para esse crescimento é a crise energética, com a rede elétrica dos EUA enfrentando um déficit de 18 gigawatts até 28 de dezembro. Para manter as operações, desenvolvedores estão assumindo o controle de locais de mineração de Bitcoin e usando turbinas a gás natural para suas fábricas de IA.
Porém, há outros obstáculos que são pouco notados e que justificam Sam Altman “apostar” em uma nova arquitetura de Inteligência Artificial.
Conforme o Electrek, o próprio Elon Musk admitiu que a xAI, sua empresa de inteligência artificial, “não foi construída corretamente desde o início” e “está sendo reconstruída desde as bases”. E a admissão ocorreu apenas seis semanas depois de ele ter feito a Tesla investir US$ 2 bilhões do dinheiro dos acionistas na empresa.
A isso, junta-se que a Meta adiou o lançamento de novo modelo de IA devido a preocupações com o desempenho. E alguns já começam a pensar que as leis de escalabilidade não estão tão firmes quanto os mais entusiastas afirmam. As informações são do Business Time.
O raciocínio, para esse caso, é simples. Se as leis de escalabilidade não são mais firmes, uma nova arquitetura de IA é necessária para melhorar os modelos. E, neste caso, Sam Altman precisa ganhar a aposta para a OpenAI conseguir se manter no negócio.
A empresa, que opera no prejuízo, já cogitou cobrar até U$ 2.000 mensais pelo uso de IA de nova geração. Outro problema é que um estudo recente estima que só 2,5% dos trabalhos realmente poderão ser substituídos por IA. E isso é bem menos do que alguns entusiastas estimam.
Fonte: TreeHacks.


