Publicada pelo site PC World na última quarta-feira (4), uma matéria afirmando que o Windows 12 chegaria em 2026 repleto de recursos de inteligência artificial ganhou grande tração na internet. No entanto, conforme revelam informações obtidas pelo Windows Central, a publicação se baseia em relatos falsos e dados organizados de maneira incorreta.
O site afirma que fontes confiáveis dentro da Microsoft asseguram que não há planos de lançar o Windows 12 em 2026. De fato, a empresa continua investindo no Windows 11 e tem como plano atual corrigir muitos de seus problemas — o que envolve inclusive eliminar alguns de seus “inchaços” de inteligência artificial.
A Windows Central também afirma que as informações sobre um “sistema operacional modular” são baseadas em relatos antigos. Segundo suas fontes, o projeto CorePC realmente existiu e, em 2023, era visto como uma forma de adaptar a plataforma a vários hardwares. No entanto, há fortes motivos para acreditar que o esforço foi abandonado em 2024, ano em que ele deveria ser lançado.
PC World admite que errou sobre o Windows 12
A Windows Central também argumenta que, justamente pelo fato de o Windows 10 finalmente ter chegado ao fim de seu ciclo de vida, não faz sentido que a Microsoft já esteja pensando em um novo sistema. Isso porque, depois de lutar por anos para centralizar seus usuários em um único produto, não faria sentido criar uma nova fragmentação no momento atual.
O site também explica que a “mudança radical de design” divulgada pelo PC World se baseia em relatos de 2022, ligados a um conceito vazado que nunca vai ser lançado. Ele vai além, afirmando que há possibilidades de que o outro veículo tenha usado ferramentas de IA tanto para pesquisar quanto para escrever sua matéria.

Em resposta, o site responsável pelos relatos do Windows 12 que ganharam tração admitiu que sua matéria estava repleta de erros. Em uma publicação na última quinta-feira (5), ele atribuiu os erros ao seu parceiro alemão PCWelt, afirmando que o sistema de tradução automática que costuma usar também foi responsável por várias distorções.
“O autor da PCWelt fez links para muitos sites de qualidade duvidosa. Um deles traz um link para um comentário de fórum gerado por ChatGPT, publicado no mesmo dia que nosso resumo do Windows 12 e que claramente usa dados errados como sua fonte”, explica o site.
O PC World admitiu a responsabilidade sobre o caso e afirmou que as informações sobre o Windows 12 não atenderam a seus critérios editoriais. “Esses foram alguns dias duros para todos da PCWorld, mas espero que a transparência nesse post-mortem comece a reconstruir a confiança que perdemos ao publicar essa bagunça”, conclui o editor-executivo Brad Chacos.
Fonte: Windows Central, PC World


