Dona de um dos games mais populares do mundo, a Epic Games confirmou que vai passar a exigir que alguns jogadores usem elementos como o Secure Boot e o TPM para jogá-lo. Segundo a empresa, essas tecnologias, junto à IOMMU, vão ser obrigatórias para todos que desejam participar de torneios oficiais de Fortnite.
Conforme explica a companhia, as duas primeiras soluções vão ajudar a garantir que o sistema usado pelos jogadores não executa códigos ilegais. Já o IOMMU fornece ao jogo um maior controle sobre como o hardware do sistema acessa recursos de memória, o que também bloqueia o uso de trapaças.
A Epic Games afirma que a mudança não deve trazer grandes impactos sobre Fortnite, já que 95% de sua base de jogadores no PC já atende aos novos requisitos. No entanto, para o público em geral, isso pode significar algumas dores de cabeça, já que acionar as proteções pode envolver mexer em configurações de BIOS.
Fortnite vai seguir caminho de outros jogos competitivos
Segundo a desenvolvedora de Fortnite, as novas exigências para torneios competitivos começam a valer no dia 19 de fevereiro deste ano. Com isso, o título passa a trabalhar de forma semelhante a outros games modernos como Valorant, Battlefield 6 e Highguard, cuja adoção do Secure Boot e do TPM também veio acompanhada por críticas.
Até o momento, no entanto, a companhia não esclareceu se vai exigir o uso de BIOS em suas versões mais atualizadas, que fecham uma brecha conhecida no sistema IOMMU. Ela se provou tão grave que a Riot Games bloqueou o acesso a Valorant em todos as máquinas que não têm o update de segurança que corrige o problema.
A Epic Games também não esclareceu se o requisito da parte competitiva de Fortnite também vai se estender ao restante do jogo em um momento futuro. No entanto, ela deixou claro que vai continuar tomando ações legais contra qualquer pessoa que decida usar ferramentas de trapaça em suas competições oficiais.

A companhia também afirmou que vai continuar dependendo de ferramentas como o Easy Anti-Cheat para proteger sua comunidade e se antecipar à criação de novas ameaças. Com isso, o título deve continuar distante do Linux e de produtos como o Steam Deck, que não têm suporte à tecnologia.
Fonte: PC Gamer, Epic Games


