Após as demissões realizadas pela Rockstar Games, da série Grand Theft Auto (GTA), chegarem ao parlamento britânico, elas também renderam um comentário do primeiro-ministro do Reino Unido. Segundo Keir Starmer, a situação do estúdio é “profundamente preocupante”, dada a falta de esclarecimentos sobre o assunto.
O comentário foi feito durante uma sessão semanal de perguntas e respostas que o Primeiro Ministro costuma responder. Starmer foi questionado por Chris Murray, um membro do parlamento, se concorda que a desenvolvedora, assim como outras companhias, devem respeitar as leis trabalhistas da região.
Em resposta, o político afirmou que todos os trabalhadores do Reino Unido têm o direito de se organizar em sindicatos e não devem ser punidos por isso. Segundo as pouco mais de 30 pessoas que foram demitidas pela Rockstar, elas estavam fazendo justamente isso quando a gerência do estúdio decidiu encerrar seus contratos de trabalho.
Rockstar não esclarece sua posição ao governo britânico
Antes das declarações públicas de Starmer, a Rockstar concordou sem se reunir com Murray, Tracy Gilbert e Scott Arthur, todos membros do parlamento britânico, para discutir as demissões. No entanto, a reunião quase não aconteceu devido às exigências da companhia de forçá-los a assinar um acordo de confidencialidade — algo de que ela acabou desistindo.
Após a reunião, Murray afirma que saiu bastante descontente dela, dado o quanto a empresa se mostrou pouco objetiva sobre a situação. “Eu não tenha garantia de que seus processos prestaram muita atenção às leis trabalhistas do Reino Unido, e não fui convencido de que esse curso de ação foi necessário”.
O membro do parlamento também afirmou que a desenvolvedora de GTA não explicou direito os motivos pelos quais demitiu 31 pessoas. Publicamente, a companhia afirmou que todos os funcionários — alguns deles veteranos com mais de 10 anos de casa — haviam compartilhado ilegalmente “informações confidenciais”.
No entanto, a companhia nunca esclareceu exatamente quais foram os materiais vazados e que violaram seus contratos. As pessoas afetadas afirmam que só compartilharam informações sobre pagamentos e bônus com membros de sindicatos como forma de se organizar — algo que é completamente legal e não deveria resultar em punições ou demissões.
Fonte: PC Gamer

