Fim do Windows 10: qual o hardware que você precisa para atualizar o PC para o Windows 11

A Microsoft encerra o suporte oficial ao Windows 10 amanhã. E, embora ela tenha dado uma opção para usuários e corporações continuarem com algum suporte até 2028, é importante começar a pensar na transição.

O problema é que, para alguns, isso significa trocar de hardware e muitos não sabem qual o hardware novo que precisam adquirir.

A maioria dos PCs e notebooks com mais de oito anos de uso estão excluídos da atualização. E isso independente das configurações e do desempenho. Isso acontece porque a Microsoft está exigindo o TPM 2.0 para o Windows 11 e placas com oito anos ou mais devem não ter o suporte.

Porém, nalguns casos, pequenas (e baratas) atualizações de hardware podem resolver o problema.

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Requisitos para o Windows 11

Créditos: Wallpaperflare

Os requisitos básicos que a Microsoft impõe a um computador para o Windows 11 são baixos numa primeira vista:

  • Processador com suporte a 64 bits, dois núcleos e velocidade de clock de 1 GHz
  • 4 GB de RAM
  • 64 GB de armazenamento para a instalação

Computadores antigos atendem facilmente a esses requisitos, que não são muito diferentes dos requisitos para hardware gráfico com Direct X 12. E, sim, mesmo PCs com mais de 10 anos de uso possuem componentes adequados.

Isso também se aplica à exigência da Microsoft por uma placa-mãe com firmware UEFI com a função de Inicialização Segura. Esse requisito já era obrigatório para computadores com Windows 8 e, por isso, computadores completos e vendidos nas lojas vinham equipados com ela desde 2013.

Créditos: Freepik.

O mais problemático é o requisito do TPM 2.0. A Microsoft já exigia para sistemas completos com Windows 10, o que significa que os computadores vendidos a partir do final de 2016 devem estar equipados com ele.

Porém, há um requisito que muitos computadores não conseguem superar ao migrar para o Windows 11: segundo a Microsoft, eles precisam absolutamente de um processador que esteja na lista oficial de compatibilidade, disponível para modelos Intel, AMD e Qualcomm.

E isso exclui todos os computadores destinados a usuários domésticos equipados com um processador Intel anterior à 8ª geração (“Coffee Lake”, “Kaby Lake R”, “Kaby Lake G”, “Amber Lake Y”) ou uma CPU AMD cujos núcleos não sejam baseados, pelo menos, na arquitetura Zen.

Sistemas completos com CPU compatíveis estavam disponíveis a partir do segundo trimestre de 2018. E isso significa que se o seu computador tiver sete anos, o Windows 11 provavelmente poderá ser instalado nele sem problemas. Porém, vale uma consulta com o vendedor para garantir.

Inconsistências

Créditos: Wallpaperflare.

As listas da Microsoft não são consistentes: processadores mais antigos, como o Intel Core i7-7820HQ do início de 2017, ou mais recentes, como o AMD Athlon 3000G do final de 2019, baseado na arquitetura Zen, também são listados como adequados para o Windows 11. Porém, outros processadores com essa arquitetura foram excluídos.

Em fevereiro, a empresa publicou novas listas para os fabricantes individuais de processadores para a atualização do Windows 24H2. As novas listas contêm principalmente modelos de CPU mais recentes.

No entanto, algumas CPUs que eram listadas anteriormente como compatíveis também foram removidas. E não está claro se isso foi acidental ou intencional. Afinal, essas listas são destinadas a fabricantes, não a usuários particulares.

O problema é mais grave com processadores mais antigos. Para eles, a Microsoft não oferece nenhuma certeza definitiva sobre se uma CPU específica é compatível com o Windows 11. Para piorar, ainda que a CPU seja compatível, futuras atualizações podem tornar ela incompatível.

Verificando compatibilidade

Créditos: Microsoft.

Caso o usuário tenha um computador que suporte o Windows 11, de tempos em tempos, o sistema irá alertar da atualização. O Windows 10 também indica a compatibilidade com uma janela grande nas configurações, em “Verificar se Há Atualizações”.

Os usuários também podem usar ferramentas para verificar o quão pronto o PC está para o Windows 11. A Microsoft oferece o PC Health Check para essa finalidade. Se o computador atender aos requisitos do Windows 11, o resultado geral e os resultados dos componentes individuais serão destacados em verde.

Habilitando Inicialização Segura

Créditos: Reprodução/DALL-E

Se a ferramenta de verificação relatar que a Inicialização Segura não pôde ser detectada, pode ser porque o usuário não ativou esta função. Primeiro, é preciso iniciar as informações do sistema Windows executando msinfo32.

Na janela principal: “UEFI” deve estar na linha “Modo BIOS”. Se “Desativado” for exibido para “Estado de Inicialização Segura”, a UEFI suporta Inicialização Segura, mas não está ativada.

Créditos: Unsplash / Windows

Para ativar a Inicialização Segura, é preciso acessar as configurações UEFI. A maneira mais confiável de fazer isso é clicar em “Reiniciar agora” nas configurações do Windows em “Atualização e Segurança > Recuperação > Inicialização Avançada”.

Após um curto período, o ambiente de pré-inicialização do Windows em azul será exibido: Selecione “Solução de problemas > Opções avançadas > Configurações de firmware UEFI > Reiniciar”.

O computador agora acessa a configuração UEFI. Aqui depende do fabricante. O usuário pode encontrar as opções para Inicialização Segura na seção “Inicialização” ou “Segurança”. Lá, basta definir a Inicialização Segura como “Habilitado”, “Ligado”, “UEFI” ou “Modo UEFI do Windows”.

Após a reinicialização, o “Estado de inicialização segura” nas informações do sistema deve ser definido como “Ligado”.

Verificando o TPM

Créditos: Infineon

Para verificar a presença do TPM, é preciso proceder de forma semelhante. O usuário precisa digitar tpm.msc na janela de pesquisa do Windows. Se as informações para um TPM e “Versão de especificação 2.0” aparecerem, tudo está OK. Caso contrário, é necessário um novo processador.

Se aparecer a mensagem “Nenhum TPM compatível encontrado”, o TPM pode ser compatível, mas não ativo. Agora será preciso acessar a UEFI novamente e procurar por uma opção como “Dispositivo de Segurança”, “Estado do TPM” ou, em um computador com CPU Intel, “Intel PTT” ou “Tecnologia Intel Platform Trust”.

As opções correspondentes para um computador AMD são chamadas de “Alternador AMD fTPM” ou “AMD PSP fTPM”. Defina-as como “Ligado”, “Habilitado” ou “Ativado”.

Substituindo Hardware

Para um PC mais antigo, o caminho para o Windows 11 envolve a troca do processador e da placa-mãe. SSD e placa de vídeo não precisam ser trocados. Memórias podem ser trocadas, mas, dependendo do uso, os usuários não perceberão muita diferença.

No caso de gamers, muito provavelmente eles já possuem um computador com suporte a Windows 11, mas se a mensagem de atualização não apareceu para o usuário, é importante verificar.

Além disso, mesmo falando de modelos antigos que suportam UEFI e o TPM 2.0, os modelos na lista de compatibilidade têm funções adicionais que seus antecessores não têm e que não podem ser adicionadas posteriormente por meio de uma atualização.

A maneira mais rápida e barata de adaptar um PC antigo ao Windows 11 é equipá-lo com um processador indicado indicado pela Microsoft. Por meio do Gerenciador de Dispositivos do Windows, acesse “Processadores”, vá nas configurações do Windows em “Sistema > Informações”.

Créditos: Wallpaper.com

Descobrindo o processador, vá ao site do fabricante e procure por ele.

Se termos como “Soquete”, “PGA” ou “LGA” aparecerem, trata-se de um processador com soquete e, neste caso, deve ser possível trocar por um processador com TPM 2.0. Caso apareça a abreviação “BGA”, também no formato “FC-BGA”, o processador está soldado na placa e não pode ser trocado.

Um Desktop geralmente possui um processador com soquete, enquanto em muitos notebooks a CPU é soldada.

Trocando um processador Intel

Para computadores mais antigos com processadores Intel, as chances de conseguir trocar para um processador compatível são mínimas. Isso acontece porque os modelos com soquete das gerações de CPU adequadas para o Windows 11, ou seja, a partir do Coffee Lake, usam um slot diferente de seus antecessores.

O soquete é chamado de LGA1151. Na Kabum, um Intel LGA1151 de 8ª geração sai por R$ 727,15. Porém, desktops completos saem por R$ 1.009,00 (Intel Core i5), R$ 1.844,10 (Core I5 de 11ª Geração) e R$ 2.519,99 (também Core I5 de 11ª Geração).

Evidente que, ao adquirir um computador completo, o usuário terá que avaliar o desempenho que deseja, mas os preços já justificam.

Créditos: Wallpaperflare.

Para complicar, a versão 1 difere da versão 2 para Coffee Lake em termos de conexões elétricas. O que significa que o usuário pode usar um processador mais novo, mas ele não funcionará.

Neste caso, ao migrar para o Windows 11, o usuário precisará de um novo processador e uma nova placa-mãe para a plataforma Intel. A vantagem é que isso também tornará o computador atualizado significativamente mais rápido.

Em muitos casos, é possível continuar usando sua fonte de alimentação existente, desde que as conexões sejam adequadas para a nova placa e os novos componentes. Porém, a esta altura, talvez seja mais fácil só trocar todos os componentes do computador.

Hardware AMD

No caso de um processador AMD, as coisas são mais fáceis, pois o time vermelho continuou a usar o soquete AM4 para os processadores mais antigos até 2022. E isso significa que um Ryzen 7 1700 que não funciona com o Windows 11 pode ser substituído por um processador da série Ryzen 5000, como o Ryzen 7 5700 ou o Ryzen 7 5800XT.

Esses modelos ainda estão disponíveis e custam entre R$ 859,00 e R$ 1.539,90. Só é importante verificar se a placa mãe fornece uma UEFI adequada.

Novamente, computadores completos podem ser mais interessantes: R$ 2.409,00 (Ryzen 5 5600g) e R$ 2.179,00 (Ryzen 5 5600gt). Caso o usuário queria manter os periféricos, ele pode comprar só a torre por R$ 1.899,00 (Ryzen 5 5600gt).

Fonte: Microsoft.

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