Dois meses após o estado do Lousiana, nos Estados Unidos, ter iniciado um processo contra Roblox, os administradores do Kentucky decidiram seguir o mesmo caminho. Segundo o procurador-geral do estado, Russel Colleman, isso foi necessário porque a plataforma se transformou em um “parque de diversões para predadores”.
Com isso, crianças pequenas e jovens que costumam recorrer à plataforma para se divertir e interagir com amigos estão sendo alvos fáceis para a ação de adultos criminosos. À PC Gamer, os administradores do serviço negam a acusação e afirmam que tomaram mais de 100 medidas diferentes somente em 2025 para garantir a proteção de seus usuários.
O processo aberto pelo Kentucky afirma que, apesar de suas promessas, Roblox tem falhado em proteger adequadamente seus usuários. No X, Coleman afirmou que a medida judicial é “um grande passo” para fazer com que a plataforma finalmente se torne responsável pelos espaços que fornece.
Roblox é uma verdadeira central de crimes, afirma Kentucky
Segundo o processo aberto por Coleman, Roblox pode ser considerado quase como o equivalente a um grande playground para o crime. Ele afirma que a plataforma falha em oferecer sequer proteções básicas para seus usuários, tampouco alerta os pais sobre os riscos que seus filhos correm ao participar dela.
O procurador-geral do Kentucky reforçou que “os perigos não são triviais”. Segundo ele, a plataforma social que oferece várias experiências está repleta de predadores sexuais, que agem tanto sozinhos quanto em conexão com grupos terroristas. Ele afirma que os criminosos se dedicam à exploração sexual de menores, e também estimulam que elas cometam atos de automutilação.
“Durante anos, Roblox tem ignorado essa crise para que pudesse continuar lucrando. Nossa responsabilidade é proteger as crianças online do Kentucky de abusos online feitos por esses predadores, que companhias como a Roblox continuam a facilitar”, declarou Coleman.

As alegações são semelhantes àquelas feitas por Liz Murril, promotora-geral do estado do Lousiana, em sua ação legal contra a plataforma. Enquanto as alegações carregam consigo certo pânico moral, elas não deixam de ser válidas — especialmente quando se considera que a plataforma tem mais de 45 milhões de usuários, a maioria deles menores de idade.
Fonte: PC Gamer


