A ideia de uma parceria AMD–Intel surgiu na semana passada, após notícias de negociações entre Intel e AMD que poderiam levar o time vermelho a usar os novos nós 18A e 14A.
Detalhes eram desconhecidos, mas as informações surgem num momento em que entidades como NVIDIA, SoftBank e o governo Trump estão investindo na Intel.
Agora, em conversa com a Bloomberg, a CEO da AMD foi questionada se sua empresa consideraria a Intel para a fabricação de chips. A resposta foi de fato calculada e a CEO não afirmou, mas não descartou a parceria:
Bem, como você sabe, a cadeia de suprimentos é algo em que trabalhamos, sabe, muito meticulosamente. Acho que temos uma cadeia de suprimentos muito forte. Certamente, temos uma parceria profunda com a TSMC em toda a cadeia de suprimentos.
Sabe, falando daquela pergunta anterior, estamos priorizando totalmente a construção nos Estados Unidos porque acho isso superimportante. Esta é a, hum, a pilha de IA dos EUA. Queremos ter o máximo possível dela nos EUA.
Lisa Su, CEO da AMD.
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Rivalidade Histórica

É claro que existem algumas razões pelas quais uma parceria entre AMD e Intel poderia ser formada, além de aspirações políticas. O time vermelho possui uma cadeia de suprimentos dedicada, construída inteiramente com a TSMC na área de semicondutores.
Em termos do segmento de produtos, AMD e Intel operam no mesmo segmento, seja o mercado consumidor ou a indústria. Portanto, a colaboração significa apenas mais complexidades para os rivais, razão pela qual uma parceria nessa área tem chances muito menores.

O potencial investimento da AMD na Intel pode ocorrer se ela observar otimismo em torno dos nós do Time Azul, como o 18A. Isso poderia levar a AMD a optar por uma estratégia de dual-sourcing. No entanto, isso permanece especulativo por enquanto.
Uma das razões pelas quais a NVIDIA foi levada a investir na Intel foi em parte política. Com a participação do governo Trump na empresa, as gigantes da tecnologia podem considerar uma decisão sábia formular uma parceria com a Intel e entrar nas “boas graças” do presidente americano.
Claro que questões técnicas são levantadas nos acordos, mas o acesso ao mercado americano ainda é um incentivo significativo para fazer funcionar.
Diferença em Produtos
Com a Intel se recuperando de uma crise, conforme vastamente noticiamos, é preciso também considerar que o time azul tem bem menos produtos no mercado que o time vermelho.
Numa rápida pesquisa na Kabum por placas-mãe, a primeira página só exibiu um modelo com soquete Intel, a Gigabyte H610M K por R$ 569,99.
Os outros 19 itens eram com soquete AMD, contando modelos como a Gigabyte A520M K V2 por R$ 418,99; a ASUS TUF GAMING A520M-PLUS II por R$ 599,99; a Gigabyte B550M DS3H AC R2 por R$ 699,99; e a ASUS TUF GAMING A620M-PLUS WIFI por R$ 929,99.
E isso reflete a diferença do quanto os consumidores procuram os produtos de cada um dos times.

Recentemente, a Intel também lançou suas GPUs, com um sucesso significativo. E, apesar de nenhum das duas empresas superar a NVIDIA, a Intel ainda tem uma perda expressiva de espaço para a AMD.
Em nossa review da Intel Arc B580, comparamos com modelos mais antigos da NVIDIA e da AMD: GeForce RTX 3060, GeForce RTX 4060, Radeon RX 6600 e Radeon RX 7600. Na Kabum, é possível adquirir uma por R$ 1.829,99 (Challenger 10G OC) a R$ 3.011,59 (Steel Legend OC).
O problema é que dentro dessa faixa de preço é possível adquirir um placa da série Radeon 9000, como uma ASRock RX 9060 XT SL 8 GB por R$ 2.249,99; uma Gigabyte RX 9060 XT Gaming OC R$ 2.899,99; uma ASRock RX 9060 XT SL 16 GB por R$ 2.999,99; ou uma ASRock RX 9060 XT CL 16 GB por R$ 2.999,99.
Fonte: Bloomberg.


