Pouco após surgirem rumores de que a Electronic Arts podia ser comprada por um grupo de investidores ligados à Arábia Saudita, a companhia confirmou o acordo. Nesta segunda-feira (29), ela afirmou que vai ser comprada por US$ 55 bilhões por um consórcio de investidores.
Entre eles estão o Fundo Soberano da Arábia Saudita (PIF), a Silver Lake e a Affinity Partners, em uma transação que vai envolver somente dinheiro. Com isso, cada ação da companhia foi avaliada individualmente em US$ 210, um valor que acompanha um bônus de 25% para cada acionista.
A ação vai fazer com que a Electronic Arts deixe imediatamente a bolsa de valores, com seu último dia de operações oficiais sendo o 25 de setembro de 2025. A PIF já tinha uma participação acionária de 9,9% na corporação e agora o Consórcio é dono de 100% da desenvolvedora de games.
Electronic Arts promete explorar “novas oportunidades no palco global”
Conforme destaca a companhia em um comunicado à imprensa, a transação se trata da maior aquisição da história de uma empresa por um ente privado, envolvendo somente dinheiro. Segundo o CEO Andrew Wilson, a compra vai permitir que a empresa se “mova mais rapidamente e destrave novas oportunidades em um palco global”.
“Olhando para frente, vamos continuar expandindo as barreiras do entretenimento, esportes e tecnologia e destravando novas oportunidades”, afirmou. “Junto com nossos parceiros, vamos criar experiências transformativas para inspirar gerações futuras. Estou mais energizado do que nunca sobre o futuro que estamos construindo”.

A aquisição acontece em um momento no qual a Electronic Arts se prepara para o lançamento de Battlefield 6, que marca seu maior investimento na história da série. Até o momento, não há maiores informações sobre o que vai mudar nas estruturas da companhia, tampouco se a aquisição virá acompanhada de demissões ou cortes em equipes.
A compra da Electronic Arts acontece em um momento no qual a Arábia Saudita tenta abandonar sua dependência histórica do petróleo, e usa esportes e games como forma de reformular a imagem internacional de seu governo. Também chama a atenção o envolvimento da Affinity Partners no negócio, dado que o fundo de investimento é controlado por Jared Kushner, genro do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.


