Incrível! Doom é capaz de rodar por mais de dois anos sem apresentar nenhum bug

Você já parou para pensar quanto tempo um jogo clássico conseguiria funcionar sem interrupções? Já adiantamos que a resposta é incrível! Doom é capaz de rodar por mais de dois anos sem apresentar nenhum bug.

Para colocar o conceito em prova, um entusiasta da tecnologia decidiu testar, e os resultados impressionam tanto pela precisão quanto pelo tempo necessário para que uma falha técnica ocorresse.

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O experimento com Doom e o fenômeno do estouro de capacidade

O usuário Minki, administrador do fórum Lenowo, realizou um teste incrível e incomum: executou a versão original de Doom, lançada em 1993, em um dispositivo antigo.

Estamos falando de um PDA Asus MyPal A620 com Windows Mobile. Logo após, o indivíduo decidiu verificar após quanto tempo o jogo apresentaria problemas devido ao famoso overflow, ou seja: dados excedendo os limites possíveis do valor usado para armazená-los.

O fenômeno chamado de overflow, também conhecido em português como estouro de capacidade, é um erro que ocorre quando um programa excede o limite de armazenamento de dados.

Conforme já mencionado, o experimento foi iniciado há mais de dois anos, com o dispositivo conectado a uma fonte de energia ininterrupta para garantir funcionamento contínuo.

Após exatos 2,5 anos, o jogo travou, comprovando a previsão inicial feita por Minki com base em cálculos técnicos.

Como funciona este acontecimento em jogos clássicos

Em jogos como Doom, executados em hardware antigo, certas variáveis são acumuladas repetidamente durante o funcionamento.

No caso específico do famoso jogo de tiro em primeira pessoa, a cada vez que a demonstração (demo) do jogo era reiniciada, uma nova variável era armazenada na memória.

Com o tempo, esse acúmulo contínuo fez com que o valor ultrapassasse o limite suportado pelo sistema, resultando em uma falha generalizada.

Esse tipo de comportamento não é exclusivo de Doom. Outros jogos famosos, como Crash Bandicoot 3 e Final Fantasy IX, também possuem mecanismos que podem falhar após longos períodos de execução contínua, como pode ser observado no vídeo abaixo:

Casos semelhantes em Crash Bandicoot 3, Final Fantasy IX e Paper Mario

Em Crash Bandicoot 3, se o jogo permanecer ativo por um período superior a dois anos, o temporizador global sofre um estouro de capacidade, resultando em comportamentos anormais, como inimigos se movendo de forma invertida e objetos congelados na tela.

Já em Final Fantasy IX, há uma espada especial que pode ser obtida de duas formas: concluindo parte do jogo em menos de 12 horas ou deixando o título rodando por aproximadamente dois anos, até que o contador interno de tempo seja reiniciado devido ao estouro.

Outro exemplo ocorre em Paper Mario, em que um bolo precisa ser assado por cerca de 30 segundos. No entanto, se o jogador deixar o jogo pausado por aproximadamente quatro anos e meio (sim… 4,5 anos), o temporizador responsável pelo cozimento sofre estouro e é reiniciado, resultando em um bolo perfeitamente preparado.

Incrível! Doom é capaz de rodar por mais de dois anos sem apresentar nenhum bug; entenda

O fenômeno do estouro de capacidade está relacionado às limitações técnicas de armazenamento de valores inteiros em programas.

Dependendo do tipo de variável utilizada (com sinal, sem sinal, número de bits), o sistema pode não conseguir lidar com valores além de um certo limite, resultando em reinicialização do valor, comportamentos inesperados ou falha completa.

Essas situações não são necessariamente falhas de programação, mas sim consequências naturais dos limites matemáticos inerentes aos sistemas computacionais da época.

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O fenômeno do overflow e o seu significado

O incrível teste realizado por Minki não apenas comprovou uma teoria técnica, mas também destacou a longevidade e a estabilidade de jogos antigos, mesmo quando executados em hardware limitado.

Para entusiastas de tecnologia e fãs de jogos clássicos, experimentos como esse oferecem um olhar único das “entranhas” que faziam parte dos games do passado.

Os resultados reforçam que, embora a tecnologia tenha avançado significativamente, as bases da computação ainda dependem de princípios que desafiam o tempo… literalmente.

E aí? O que achou da curiosidade? Compartilhe o seu ponto de vista nesta publicação e continue acompanhando o Adrenaline!

Fontes: PC World | PC Gamer

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