AMD não tem planos de um concorrente para o GeForce Now

Em um recente evento na IFA (Internationale FunkAusstellung), foi confirmado que a AMD não tem planos de um concorrente para o GeForce Now.

Além da sua postura no mercado de streaming de jogos, também foram abordadas questões sobre a nomenclatura de seus processadores.

Diferentemente da NVIDIA, que anunciou que seu serviço GeForce NOW será atualizado para hardware equivalente à RTX 5080, a AMD não pretende lançar um concorrente direto, como um serviço possivelmente chamado de “Radeon NOW“.

A empresa confirmou, por meio de Jack Huynh, que sua estratégia para esse segmento é focada em parcerias.

Ela já fornece tecnologia para plataformas de streaming de nuvem de grandes empresas, como a Sony e a Microsoft. Por sua vez, as plataformas de cloud gaming dessas empresas, baseadas em console, utilizam APUs da AMD em sua infraestrutura.

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Por que a AMD não compete diretamente com a NVIDIA GeForce NOW?

Um ponto interessante que pode explicar o porquê da AMD não ter planos de um concorrente para o GeForce Now é a dependência da NVIDIA em seus produtos.

A atualização do GeForce NOW utilizará hardware de servidor que inclui CPUs AMD Threadripper e, muito provavelmente, GPUs Blackwell B60.

Essa relação demonstra um ecossistema complexo no qual até concorrentes diretos dependem das soluções de cada um em áreas específicas.

Novas regras de nomenclatura da AMD geram dúvidas

Outro assunto abordado durante a oportunidade foi a mudança constante na forma de nomear os processadores para notebooks e portáteis.

A AMD havia criado um sistema simples para a série Ryzen 7000, no qual o terceiro dígito do modelo indicava claramente a geração da arquitetura. No entanto, essa lógica foi alterada na geração seguinte.

Agora, as novas séries móveis Ryzen 200 e 300 não possuem mais um indicador claro de arquitetura. Por exemplo, a série Ryzen 200 é na verdade baseada em chips das séries 7040 e 8040 que foram renomeados.

Essa mesma situação se repete com a linha Ryzen Z2, feita para portáteis de jogos, que abrange uma grande variedade de tecnologias, incluindo as arquiteturas Zen 2, Zen 3, Zen 4, Zen 5 e RDNA 2, 3 e 3.5.

Empresa reconhece confusão, mas defende sua estratégia

A imprensa especializada apontou que essa acréscimo de nomes pode confundir o consumidor. A AMD admitiu que a situação não é ideal, mas não concorda totalmente com a crítica.

A empresa argumenta que essa prática não é exclusiva sua, citando que a Intel também comercializa atualmente três arquiteturas diferentes ao mesmo tempo: Raptor Lake, Arrow Lake e Lunar Lake.

Observou-se ainda que, na IFA, muitos fabricantes de computadores portáteis ainda exibiam produtos com processadores das séries Ryzen 5000, 6000, 7000 e 8000.

Isso acontece ao mesmo tempo em que a AMD lança suas novas linhas Ryzen 200, 300 e MAX 300, tornando o cenário ainda mais complexo para quem não acompanha o mercado de perto.

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AMD não tem planos de um concorrente para o GeForce Now; saiba mais sobre as futuras nomenclaturas

Além das CPUs, a AMD também está ajustando a nomenclatura de suas placas de vídeo. A linha profissional Radeon PRO foi renomeada para Radeon AI PRO.

Espera-se que a próxima geração de placas para o público geral, a Radeon RX, também receba um novo esquema de nomenclatura, a menos que a empresa decida simplesmente numerar a próxima linha como 9000 ou 10000.

De toda forma, resta aguardar para observar a situação que ficará clara (ou não) em breve, com os próximos lançamentos da companhia.

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Fonte: VideoCardZ

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