A NVIDIA apresentou um novo conceito que visa gerar cada pixel apresentado na tela com IA: uma tecnologia é conhecida como Renderização Neural. E não seria a primeira vez que tais tentativas são feitas, embora os primeiros exemplos tenham produzido resultados estranhos que nenhum jogador gostaria de jogar.
Jensen Huang, CEO da NVIDIA, já mencionou essa ideia há mais de 2 anos. A apresentação foi feita durante o Hot Chips 2025.
De acordo com o time verde, o foco principal nem é acelerar os jogos, mas economizar energia, principalmente em notebooks. Ao confiar na IA para prever quadros, a NVIDIA quer reduzir a carga computacional. A geração de quadros “race to idle” (corrida para ocioso) potencialmente reduz o consumo de energia pela metade.
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Tecnologia atual de IA
A NVIDIA afirma que a RTX 5090 já está preparada para essa abordagem, assim como a RTX PRO 6000, que pode operar em quatro configurações de GPU multi-instância com 24 GB de memória cada. A mesma placa foi exibida rodando quatro instâncias de Cyberpunk 2077.
Para alguns usuários, porém, talvez fizesse mais sentido que a NVIDIA direcionasse sua atenção para a produção de mais quadros gerados por IA e a combinação disso com tecnologias como o RTX Remix em tempo real. Com isso, ela poderia aprimorar os detalhes e a qualidade, preservando a aparência pretendida pelo desenvolvedor.
Ainda parece cedo demais para renderização neural completa. E, talvez se torne prática em algumas gerações, mas, enquanto isso, seria bom também ver mais esforços em NPCs mais inteligentes. A tecnologia ACE da NVIDIA existe, mas sua adoção em jogos permanece limitada.
Hot Chips 2025
Durante a sua participação no Hot Chips 2025 no segmento de gráficos, a NVIDIA destacou que a arquitetura Blackwell está sendo apresentado como uma plataforma que torna o aprendizado de máquina uma parte natural da renderização, em vez de um complemento.
A empresa mostrou como a arquitetura abrange desde grandes placas de vídeo para data centers até GPUs para notebooks. E ela explicou porque essa abrangência é importante, pois os investimentos para um dos segmentos trazem ganhos para os outros.
Para dar suporte a essa mudança de paradigma e otimizar as IAs, a NVIDIA está migrando para a matemática FP4 para reduzir a memória e o uso de computação.
Ela também investiu em melhorias no escalonador, como reordenação de execução de shaders e trabalho intensivo com números inteiros para que multiprocessadores de streaming permaneçam ocupados.
Evidente que o hardware já presente na arquitetura Blackwell faz parte dos requisitos, não só os modelos matemáticos. O suporte a GDDR7, por exemplo, oferece maior largura de banda utilizável em tensões mais baixas. Isso auxilia tanto em passagens de renderização tradicionais quanto em grandes trabalhos de tensor.
Arquitetura Blackwell

Mesmo que esteja preparando o lançamento de produtos da próxima arquitetura, a Rubin, para o próximo ano, a NVIDIA ainda está investindo pesado na arquitetura atual (Blackwell).
Muitos usuários, no entanto, poderão passar longe dos principais (e maiores) benefícios dessa arquitetura. Ao menos, por enquanto.
Placas menos potente até são acessíveis. Uma RTX 5050 sai na faixa de R$ 1.949,99 (ASUS DUAL) e R$ 2.399,99 (MSI GAMING OC) na Kabum. Não muito distante dos preços das RTX 5060, que saem por preços de R$ 2.199,99 (Inno3D) a R$ 3.588,25 (Galax Ex White).
Porém, o cenário muda para os modelos de maior rendimento. Uma RTX 5080 pode custar R$ 24.499,00 (MSI Gaming Trio OC) e uma 5090 pode alcançar R$ 26.236,30 (Zotac Solid OC).
Fontes: TechPowerUp e ServerTheHome.


